Estava indo dormir quando me lembrei de um pequeno exercício
que gosto de fazer quando pessoas entram ou saem da minha vida. É útil pra
percebermos se o convívio vale a pena, se nos agrega algo e, quando a pessoa
sai, é bom pra sabermos se fará falta ou não e se essa saída é um mal ou um
bem.
Consiste simplesmente em tentar fazer um elogio sincero à
pessoa. Ela é inteligente? É interessante? Consigo passar horas conversando com
ela? É honesta? Trabalhadora? Culta? Talentosa? Criativa? Tem bom gosto? É
virtuosa? Preocupa-se com valores ou só banalidades? É responsável? Madura? Tem
boas histórias pra contar? Tem alguma habilidade diferente? É prestativa? Gosta
de aprender? É bondosa? Enfim, qualquer coisa relevante.
Faço isso com certa freqüência e, infelizmente, percebo que
muitas vezes não consigo tecer elogio algum, por mais que tente. Quando se
trata de alguém que entrou em minha vida recentemente, reflito pra ver se tenho
como ajudar de alguma forma. Em caso negativo, simplesmente me afasto e evito
contato, pois alguém tão desprovido de qualidades tende a ser mau e acaba por
corromper aqueles que o cercam. Inclusive, gente assim costuma reagir com certa
agressividade quando alguém tenta ajudar.
Quando se trata de alguém que saiu de minha vida, sinto
apenas alívio e me limito a rezar pela pessoa, pois um indivíduo sem qualidades
e virtudes latentes que rejeita ajuda dificilmente mudará sozinho e não cabe a mim
realizar milagres.
Algumas vezes acabo me surpreendendo com essas análises, pois descubro que alguém que considerava irrelevante é uma excelente pessoa, ao passo que outros, aparentemente bons, divertidos, badalados, queridos, se revelam completos imbecis.
Algumas vezes acabo me surpreendendo com essas análises, pois descubro que alguém que considerava irrelevante é uma excelente pessoa, ao passo que outros, aparentemente bons, divertidos, badalados, queridos, se revelam completos imbecis.
Claro que ninguém há de ser completamente mau, mas se é
difícil tecer um comentário positivo em menos de 30 segundos, está na hora de
reconsiderar o convívio. Será que vale a pena perder tempo com o que não tem conserto?
Experimente e tenha uma boa sexta-feira ;)
Experimente e tenha uma boa sexta-feira ;)
3 comentários:
Sempre achei que suas melhores qualidades são o bom senso e a coragem de falar o que pensa.
Ah, eu sou bonitinho também ;)
Como dizia um ex-veado, amigo meu: "O importante é acreditar!"
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