terça-feira, 30 de outubro de 2012

Doutrinas, ideologias e afins

Tenho amigos diversos que seguem essa ou aquela doutrina, acreditam nisso e naquilo... Sabe por que tanta gente busca diferentes doutrinas, religiões, ideologias e o caralho a quatro?

Porque não estão preocupados, na maioria dos casos, em aprender o que é real e o que não é, o que é a Verdade e o que não é. As preocupações que imperam são "em qual conjunto de regras e ideias estarei mais confortável?", "em qual ambiente meus vícios serão virtudes?", "onde terei que pensar menos e me preocupar menos?". E desse pensamento brotam as justificativas, as desculpas, os lero-leros infindáveis justificando todo e qualquer absurdo que seja útil a alguém.

Tá louco...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

10 Princípios Conservadores - por Russel Kirk


1- O conservador acredita que existe um ordem moral duradoura.
2- O conservador adere ao costume, à convenção, e à continuidade.
3- Conservadores acreditam no que pode ser chamado o princípio da prescrição.
4- Conservadores são guiados por seu princípio da prudência.
5- Conservadores prestam atenção ao princípio da diversidade.
6- Conservadores se purificam por seu princípio da imperfeição.
7- Conservadores são convencidos de que a liberdade e a propriedade são intimamente relacionadas.
8- Conservadores suportam ações comunitárias voluntárias, tanto quanto se opõem ao coletivismo involuntário.
9- O conservador percebe a necessidade de prudentes restrições ao poder e às paixões humanas.
10- O pensador conservador compreende que essas permanências e mudanças devam ser reconhecidas e reconciliadas em uma sociedade vigorosa.



THE RUSSEL KIRK CENTER for Cultural Reneweal: www.kirkcenter.org

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Quem pensa (demais), não casa

Artigo longo, mas bem interessante.

"Não adianta ficar pensando indefinidamente, porque a pessoa do outro é inesgotável diante do cogitar. Por mais que faça, não é possível entrar na equação do outro, totalmente, com o sinal do conhecer."

http://permanencia.org.br/drupal/node/526

domingo, 21 de outubro de 2012

Homens preferem as "tradicionais"

http://omarxismocultural.blogspot.com.br/2012/10/homens-preferem-mulheres-mais.html

"Aparentemente 60 anos de engenharia social tendo em vista a transformação da mulher numa cópia do homem esbarraram nas restrições biológicas e  psicológicas do ser humano."

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Candidatos 2012


Lista de nomes bizarros de candidatos das eleições deste ano (citadas pelo Olavo no True Outspeak de 17/10/2012):

- Jorginho do Bafo;
- Ramiro Burro Fujão;
- Peixe Podre;
- Ademir Mensalão;
- Divino Bosta de Vaca;
- Arnóbio Gostosinho;
- Homem-cueca;
- Sovaco;
- Cheiro do Povão;
- Wilson do Saco Torto;
- Marcelinho Bandido;
- Chulé;
- Piriguete;
- Cagado;
- Piroca;
- Pedro Cacetinho;
- Furúnculo Maligno;
- Cocô.

Meu bom José

Rita Lee dando uma dentro (versão de "Mon Vieux Joseph"):


sábado, 13 de outubro de 2012

Wallpapers for everyone

Pra quem gosta de variar a tela de fundo da desktop, esse me parece ser o site definitivo:

http://wallbase.cc/random

A variedade é imensa e pode-se aplicar filtros, eliminando imagens de baixa qualidade, nudez e violência leve/pesada, tranqueiras orientais, etc.

Dá pra filtrar por resoluções também. Bom, deem uma olhada.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

São João Crisóstomo, no séc. IV


“Deveríamos buscar os reis e príncipes para consertarem as desigualdades entre os ricos e os pobres? Deveríamos exigir que soldados viessem e tomassem o ouro do rico para distribuir entre os seus próximos destituídos? Deveríamos implorar ao imperador para que crie um imposto para os ricos, tão grande que os reduza ao nível dos pobres, e então compartilhe o que foi coletado por este imposto entre todos? A igualdade imposta pela força não produziria nada, e faria muito mal. Aqueles que possuem ao mesmo tempo corações cruéis e mentes astutas logo encontrariam formas de enriquecerem novamente.

Pior ainda, o rico cujo ouro foi tomado sentiria-se amargurado e ressentido, enquanto o pobre que recebe o ouro das mãos dos soldados não sentiria gratidão, porque não teria sido a generosidade que originou o presente. Longe de trazer qualquer benefício moral para a sociedade, iria, isso sim, trazer um grande mal moral. A justiça material não pode ser obtida à base de força. Não haveria mudança de coração. O único modo de alcançar a verdadeira justiça é mudar o coração das pessoas primeiro – e então elas irão alegremente compartilhar sua riqueza.”

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Pela razão


** Relevante deixar claro aqui que o objetivo deste post não é converter ninguém, apenas explicar algo que de vez em quando me perguntam. Cada um faz o que bem entender com o exposto adiante ;) **


Passei alguns dias remoendo como faria este post. Resolvi não perder tempo e nem incomodar os leitores falando de minha experiência pessoal de conversão, pois, por ser pessoal, não fará sentido pra quem não vivenciou o mesmo. Afinal, como dizia o poeta:

A lágrima é um silêncio guardado pela alma,
Que se solta simplesmente por partir,
E querer explicá-la com palavras,
É cantar saudades a quem não sabe sentir.”

Ou como disse o professor Olavo: "Somente a consciência individual do agente dá testemunho dos atos sem testemunha, e não há ato mais desprovido de testemunha externa do que o ato de conhecer”.

Assim sendo, atemo-nos ao que interessa, que é o fato de ter me convertido pela razão, coisa que me soava absurda e digna de troça quando comentavam comigo. Já fiz um post baseado em mim e num amigo onde explicava o que nos levava e nos mantinha no ateísmo, que foi minha condição por 16 anos. Fui um ateu bem atuante até, sempre me metendo em discussões em fóruns e saindo vencedor na maioria das situações. Hoje percebo que vencia por ter melhor retórica, não por ter razão. Era um relativista, sempre podia fazer voltas e mais voltas em torno dum argumento sem chegar a lugar nenhum. Olhando pra trás, vejo o quão desonesto era, o quanto apelava pra falácias, em especial a do espantalho, onde se cria uma caricatura do argumento apresentado e a destrói com facilidade, agindo, então, como se tivesse destruído o argumento do qual a caricatura foi feita. Não façam isso, crianças, é muito feio. 
Bom, deixando esse lero-lero todo de lado, vamos a alguns raciocínios LÓGICOS, coisas sobre as quais temos que pensar de forma honesta se quisermos realmente chegar a algum lugar.

Em primeiro lugar, é importante entender que TODOS tem fé nalguma coisa. Me diziam isso antigamente e achava uma tolice, mas é só uma questão de entender que fé não se limita à espiritualidade, mas a quase tudo que se “sabe”, além de ser sempre baseada nalguma evidência. A diferença entre o tradutor e o tradutor juramentado, por exemplo, é que o segundo possui a fé pública, o que ele traduz é considerado certo por todos, afinal conseguiu passar num concurso bem disputado e difícil. Você tem fé de que quando abrir a janela o mundo ainda estará lá fora e acredita nisso baseado no fato de que viu isso acontecer todos os dias de sua vida. Assim sendo, a fé que temos no espiritual, no metafísico, no “invisível”, não é baseada em achismos, mas numa sólida base racional e, em parte, acredite ou não, no empirismo.

Estando isso claro, falemos de algo que, pra mim, foi fundamental para entender que eu era um ignorante por afirmar que a vida humana era um simples acidente físico-químico e não passava disso.

A vida não é o oposto da morte. A morte é o oposto do nascimento. A vida é eterna.

Pra entender isso, é importante compreender que nossa consciência não está no cérebro, não depende dele. Uma das evidências disso é a quantidade imensa de relatos de pessoas que estavam clinicamente mortas, sem nenhuma atividade cerebral, voltaram e mostraram que estavam conscientes de tudo que acontecia ao seu redor. No post sobre o Anathema tem um desses relatos, mas deixo aqui dois vídeos, em inglês e sem legendas, com diversos desses depoimentos e todos muito interessantes:


Reparem que os relatos possuem pequenas diferenças (um viu o próprio corpo, outro não), mas, em geral, são muito coerentes. Lembro que atacava esse tipo de caso dizendo que eram delírios de uma mente moribunda, mas como explicar o caso daquela pessoa (não lembro do nome) que deixou seu corpo e viu coisas que simplesmente não poderia ter visto de outra forma, como um sapato no teto do hospital e, quando foram checar, o sapato estava lá mesmo?
Se nossa consciência independe de nosso corpo, nós não somos corpos. O que somos, então?

Se o ser humano não é um ser imaterial a viver num corpo físico, então a noção de “livre arbítrio” é uma ilusão uma vez que o que governa a matéria são as forças da natureza. Se essas mesmas forças governam as nossas decisões, então nós somos apenas forçados a agir segundo aquilo que as forças da natureza fazem no nosso corpo.
Se nós não somos a alma, então nós não somos livres para escolher o nosso comportamento e, portanto, as prisões deveriam ser abertas e todos os presos libertos uma vez que eles não são culpados por agirem como agiram
.

Há outros argumentos nesse sentido, alguns baseados apenas em lógica, mas não quero me alongar nesse ponto, pois os exemplos acima me parecem suficientes. Se alguém quiser mais explicações, que me procure por e-mail.

Falemos das implicações disso... Se a vida não termina com a morte do corpo, se continuamos a existir, se somos a alma, se torna inválida a idéia que eu defendia quando ateu: “somos só genes se reproduzindo, somos a simples vontade de existir e continuar existindo. O sentido da vida é a reprodução e só”.  Ora, se assim fosse, por que continuaríamos a existir depois da morte do corpo físico? Simplesmente não faria sentido. E falando em sentido...

A pergunta que todo mundo já se fez um dia é “de onde veio o Universo?”. Era um tópico sobre o qual evitava pensar porque o ateísmo simplesmente não se sustenta de forma alguma aqui. Temos duas opções: o Universo surgiu do nada, espontaneamente; ou foi criado.  Não é necessário ser um grande gênio pra saber que o nada é incapaz de produzir qualquer coisa. O nada, por definição, não pode passar a ser outra coisa sem influências externas. A Teoria do Big Bang, tão idolatrada pelos fãs da ciência, não tem como se sustentar sozinha, pois o vazio não poderia produzir matéria, expandi-la, gerar toda a existência e ordem (diga-se de passagem, quem desenvolveu essa teoria foi um padre). Seria necessário uma causa-primeira para gerar a matéria/energia e iniciar a expansão, então...
Sobrou-nos a segunda alternativa. Algo ou alguém criou o Universo, começou a tal explosão inicial. Algo ou alguém de inteligência e poder infinitos, pois a ordem que se observa no Universo é incrível. A matemática, as leis da física, tudo tão organizado, complexo e perfeito. E não, essas coisas não são concepções humanas, elas já existiam antes de nós. Apenas as reconhecemos e lhes demos nomes. 
Esse algo ou alguém, chamamos de Deus.

Para demonstrar que Deus não existe, seria necessário que aquilo a que vocês chamam ciência descobrisse um elemento primordial desprovido de causa, que existisse por si mesmo, e cuja presença explicasse todo o resto e abolisse todas as dúvidas, e é justamente a esse elemento que nós chamamos Deus.” – André Frossard, sucessor de René de Castries na Academia Francesa

E assim, amiguinhos, eu abandonei o ateísmo e me tornei teísta através da razão. Daí pro cristianismo foi um passo, mas isso é outra história...

Santo Agostinho II

‎"Tarde te amei, Beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro de mim, e eu lá fora, a te procurar! Eu, disforme, me atirava à beleza das formas que criaste. Estavas comigo, e eu não estava em ti. Retinham-me longe de ti aquilo que nem existiria se não existisse em ti. Tu me chamaste, gritaste por mim, e venceste minha surdez. Brilhaste, e teu esplendor afugentou minha cegueira. Exalaste teu perfume, respirei-o, e suspiro por ti. Eu te saboreei, e agora tenho fome e sede de ti. Tocaste-me, e o desejo de tua paz me inflama."


Gênio.

domingo, 7 de outubro de 2012

A Marcha do Vadio, ou: Soneto do novo Calígula




O imperador devasso ressuscita no Brasil e faz o maior sucesso.  

Pelado e altivo, sairei pelas praças
Com meu peru à mostra, ereto e duro,
E mandarei marcar com ferro em brasa
Quem nele veja algo de feio e impuro.                        

Do alto dos templos tocarei punheta
E por força de  lei será proibido
Conjeturar que há nisso troça ou treta
Ou coisa de maluco pervertido.

 Mostrar o pau em público é um direito,
O cume da moral e da beleza,
Ao qual ninguém pode negar respeito.

Sou o novo paradigma, pois tarado
É quem sente conforme a natureza
Em vez de ceder tudo à moda e ao Estado.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Dona Martinha

Tá pra nascer bicho mais cínico do que essa grandiosíssima filha da puta:

http://www.boainformacao.com.br/2012/10/nao-e-racismo-e-acao-afirmativa-diz-marta-suplicy-sobre-editais-para-negros/


E assim se recria o Apartheid, gerando a desunião do povo e colocando uns contra os outros. "Dividir e conquistar".

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Olavão

"As pessoas não sabem escrever e não sabem que não sabem.[...]
Então, o quê que adianta discutir com essas pessoas?
Eu não posso num curso de uma discussão curar um sujeito. Olha, tem uma deficiência mental, porque isso aqui cria um problema neurológico, meu filho.

Eu não posso curar você num curso de uma discussão. Então eu não posso provar as coisas que eu estou dizendo porque você não tem capacidade de você apreender o que eu estou dizendo. Você vai entender outra coisa, em outro nivel, vai fazer uma confusão dos diabos, e vai ficar muito brabo com o que eu estou falando -- porque as pessoas sempre ficam brabinhas, é?
Então discutir não dá. Curar você também não dá. Então, o quê que eu posso fazer? Eu posso mandar você tomar no cu. Por que que eu faço isso? Porque talvez você fique chocado, e daí a sua raiva aumenta. Quando a sua raiva aumenta, você entra num estado de "crise existencial", e talvez na crise existencial você pense: "Opa, talvez o errado seja eu. Talvez eu possa tentar." Não mudar de ideia! Não estou querendo mudar sua opinião, desgraçado! Eu estou querendo que você entre num plano de normalidade humana, de sanidade. Tipo: "Seja feliz e não encha o saco". É isso o que eu quero."

[prof. Olavo de Carvalho, True Outspeak, 26.09.2012 +-31:50]

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Anathema

Anathema é uma banda da qual gosto muito desde meus, sei lá, 15 anos e, felizmente, foi se tornando muito melhor com o tempo. Começou como mais uma banda de doom genérica, mas depois de tantos anos foi virando algo único.
Não costumo falar de música aqui, salvo exceções, mas estava ouvindo o disco mais recente deles e me deparei com algo que merece demais ser compartilhado.




Essa música contém um depoimento de Joe Geraci, que teve uma experiência de quase morte há uns 30 anos. Traduzo aqui o trecho dele:

"E sentia que estava indo embora. Estava com muita dor. Era uma experiência tão assustadora que comecei a apagar. Me sentia indo embora, e lembro que tentei aguentar, 'vou ficar bem, vou ficar bem' e chegou num ponto onde não dava mais.
E tudo começou a silenciar e lembro que com minhas últimas forças queria me despedir de minha esposa. Era importante pra mim.
E o fiz, lembro que virei a cabeça e olhando pra ela disse "eu vou morrer', 'adeus, Joan', e o fiz...

E foi aí que tive... tive o que chamamos de experiência de quase morte, mas não tinha nada de quase, ela estava lá mesmo.
Era uma imersão total em luz, brilho, calor, paz, segurança.
Não saí de meu corpo, não vi meu corpo nem ninguém mais... Só entrei imediatamente naquela bela luz.
É difícil descrever, na verdade é impossível descrever, verbalmente não dá pra expressar, é algo que se torna você e você se torna esse algo.
Posso dizer que eu era paz, eu era amor, eu era o brilho, era parte de mim.

(...)
Era tão bonito.
Era a eternidade, é como se eu sempre estivesse lá, e sempre estarei, como se minha existência na Terra tivesse sido apenas um breve momento...
Posso dizer que eu era paz, eu era amor, eu era o brilho, era parte de mim."

- Joe Geraci, 1981


Depois de ouvir essa pérola, achei uma entrevista com o principal compositor da banda e reproduzo aqui o final dela, que achei relevante e tem a ver, de certa forma, com coisas que abordo aqui de vez em quando.

(falando sobre os discos, auto-conhecimento e espiritualidade) "(...) É meu jeito de fazer as coisas, meu jeito de trabalhar, produzir arte. Se essa coisa é real, se dimensões mais elevadas existem, se a consciência sobrevive à morte, essa é a coisa mais única e importante do universo pra nós. As implicações são vastas. Significa que existe uma resposta e existe uma razão, e significa que existe um amor e uma beleza inacreditáveis no mundo, e um sentido por trás desse amor. É uma questão fundamental da vida e algo pelo qual me interesso muito, algo pro qual estou aberto, porque acho que algumas das experiências que tive não podem ser explicadas logicamente."