domingo, 30 de setembro de 2012
Balelas sobre a Inquisição
O número de balelas que circulam a respeito da Inquisição é assombroso. Elas constituem uma capítulo importante do fabulário popular — do “senso comum”, diria Gramsci— que sustenta a crença na superioridade do mundo moderno e de seus intelectuais. Eis algumas:
1 - [[A Inquisição atrasou o desenvolvimento científico, proibindo a circulação dos livros que traziam novas descobertas.]] Basta examinar o "Index Librorum Prohibitorum" para verificar que nele não consta nenhuma das obras de Copérnico, Kepler, Newton, Descartes, Galileu, Bacon, Harvey e tutti quanti.
A Inquisição examinava apenas livros de interesse teológico direto, que nada poderiam acrescentar ao desenvolvimento da ciência moderna. ( Em caso de dúvida, leia-se A Inquisição, por G. Testas e J. Testas v. Bibliografia no fim deste volume. )
2 - [[Giordano Bruno foi um mártir da ciência, condenado pela Inquisição por defender teorias científicas.]] Giordano Bruno não fez nenhuma descoberta, nenhuma observação, nenhum experimento científico.
Nem sequer estudou as ciências modernas, física, astronomia, biologia ou matemática. As disciplinas que lecionava eram tipicamente medievais: lógica, gramática e retórica o trivium. Ele desprezava a nova mentalidade matemática, e todos os cientistas matematizantes, de Galileu a Descartes, mostraram a maior indiferença pela sua obra, cujo maior mérito é justamente o de ter antecipado muito do que hoje podemos dizer contra a ciência moderna (v. Paul-Henri Michel, La Cosmologie de Giordano Bruno, Paris, Hermann,
1975. ).
Ele não foi condenado por defender teorias científicas, mas por prática de feitiçaria, que na época era crime. Não sei se a acusação era procedente, provavelmente não era, mas aos que julguem um absurdo preconceito de eras pretéritas imputar à feitiçaria, de modo geral, qualquer caráter criminoso, recomendo a leitura do ensaio de Claude Lévi-Strauss, “O Feiticeiro e sua Magia” (em Antropologia Estrutural, trad. Chaim Samuel Katz e Eginardo Pires, Rio, Tempo Brasileiro, 1975 ), sobre a realidade das mortes por enfeitiçamento. — Para completar, a pesquisa histórica mais recente revelou que Bruno esteve muito provavelmente envolvido em atividades de espionagem contra a Igreja Católica (v. John Bossy, Giordano Bruno e o Mistério da Embaixada, trad. Eduardo Francisco Alves, Rio, Ediouro, 1993).
3 - [[A Inquisição instituiu a perseguição aos judeus.]]
As matanças de judeus, promovidas por devedores espertos ou por monges fanáticos, eram um hábito consagrado na Península Ibérica. Não conseguindo reprimir a ralé enfurecida, o Rei de Portugal pediu que o Santo Ofício se incumbisse dos processos por usura, de modo a tirar qualquer pretexto que legitimasse as atrocidades dos “justiceiros populares”.
Instituindo os processos regulares, a Inquisição controlou e enfim extinguiu as matanças.
É verdade que a Inquisição se mostrou preconceituosa contra os judeus, mas se em vez de julgá-la por um padrão moral abstrato e utópico a comparamos com as alternativas reais existentes na época, entendemos que ela foi um mal menor: a única alternativa era o massacre ( v. Alexandre Herculano, op. cit. ).
4 - [[A Inquisição instituiu a tortura generalizada.]] A tortura era considerada um procedimento legítimo e praticada em toda parte desde a Grécia antiga. Durante quase toda a Idade Média, caiu em desuso, sendo reintroduzida na justiça civil graças à redescoberta — tipicamente renascentista — dos textos das antigas leis romanas. O que a Inquisição fez foi seguir o uso então vigente na justiça civil, mas limitando-o severamente, não permitindo que o acusado fosse torturado mais de uma vez e proibindo ferimentos sangrentos ( v. Testas, op. cit. ).
Deve-se portanto à Inquisição o primeiro passo efetivo que se deu contra o
uso da tortura, o que deveria ser considerado um marco na história dos direitos humanos. A tortura ilimitada
foi depois reintroduzida pelos comunistas, na Rússia, sendo seu exemplo imitado em seguida pelos nazistas e fascistas.
5 - [[O processo de Galileu foi um caso de perseguição inquisitorial.]] Bem ao contrário, o processo foi uma pizza, uma farsa concebida pelo Papa padrinho de Galileu para que seu protegido se livrasse de um grupo de inquisidores fanáticos mediante uma simples declaração oral sem efeitos práticos, após a qual ele pôde continuar divulgando suas idéias sem que ninguém voltasse a incomodá-lo ( v. Pietro Redondi, Galileu Herético, trad. Júlia Mainardi, São Paulo, Companhia das Letras, 1991 ).
Os philosophes de modo geral não ignoram essas coisas, mas falar delas não é bom para a sua saúde e suscitaria desconforto na platéia. Associar, assim, Idade Média com Inquisição, e sobretudo filosofia medieval com Inquisição, é um descalabro cronológico equivalente ao de apontar Fernando Henrique Cardoso como ministro da Fazenda de D. João VI.
CARVALHO, Olavo de. 'O Jardim das Aflições'. Ed. Topbooks. Rio de Janeiro, 1998.
A tal empatia
Do dicionário online Priberam:
empatia
(grego empátheia, -as, paixão)
De forma mais prática, é a capacidade de se colocar no lugar do outro, tentando entender o que ele sente e por que sente, criando uma ligação entre ambos.
Sendo crucial para qualquer relação humana em que não haja opressor e oprimido, é uma qualidade muitas vezes esquecida e, pensando sobre ela hoje, me dei conta de que só pode haver empatia quando houver auto-conhecimento. Conhecendo a si mesmo, compreende-se os diferentes estímulos e seus resultados, percebendo-os, então, nos outros, permitindo essa ligação com os que nos cercam, tornando-nos mais compreensivos e caridosos.
Aí vem a pergunta clássica: o quanto você se conhece? Já experimentou sentar-se em frente a um espelho e descrever-se? "Olá, sou o Fulano, sou assim, sou assado, tenho esse e aquele defeitos, faço tal coisa por tal motivo, acredito nisso e naquilo por isso e por aquilo, deixo de fazer tal e tal coisa por covardia, faço tal e tal coisa para obter atenção, etc".
Sei que alguns morreriam ao fazê-lo, tamanha sua miséria interior. Outros, talvez, entendam melhor a si mesmos e, por extensão, passem a entender seu próximo.
empatia
(grego empátheia, -as, paixão)
s. f.
Forma de identificação intelectual ou afectiva de um sujeito com uma pessoa, uma ideia ou uma coisa.
De forma mais prática, é a capacidade de se colocar no lugar do outro, tentando entender o que ele sente e por que sente, criando uma ligação entre ambos.
Sendo crucial para qualquer relação humana em que não haja opressor e oprimido, é uma qualidade muitas vezes esquecida e, pensando sobre ela hoje, me dei conta de que só pode haver empatia quando houver auto-conhecimento. Conhecendo a si mesmo, compreende-se os diferentes estímulos e seus resultados, percebendo-os, então, nos outros, permitindo essa ligação com os que nos cercam, tornando-nos mais compreensivos e caridosos.
Aí vem a pergunta clássica: o quanto você se conhece? Já experimentou sentar-se em frente a um espelho e descrever-se? "Olá, sou o Fulano, sou assim, sou assado, tenho esse e aquele defeitos, faço tal coisa por tal motivo, acredito nisso e naquilo por isso e por aquilo, deixo de fazer tal e tal coisa por covardia, faço tal e tal coisa para obter atenção, etc".
Sei que alguns morreriam ao fazê-lo, tamanha sua miséria interior. Outros, talvez, entendam melhor a si mesmos e, por extensão, passem a entender seu próximo.
Dia da Blasfêmia
Hoje, dia 30 de Setembro, é o tal "dia da blasfêmia". Fiz uma pequena busca no Google e apareceram diversos sites ateus falando a respeito, dizendo se tratar de liberdade de expressão e aquele blablabla esquerdista de sempre (quando é contra eles, é crime de ódio; contra os outros, liberdade de expressão).
Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:
Pena – detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.
Parágrafo único – Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.
Pois é, gurizada. Isso aí é crime. Mas na boca de seus praticantes é "liberdade de expressão". Imaginem agora se fizéssemos o Dia do Racismo, onde todo mundo estaria liberado para discriminar e humilhar negros, índios, etc. Ou o Dia da Pedofilia, onde estaríamos livres para expressar o amor "inter-geração".
Lembrando que o ultraje a culto é prática comum em paradas gays e, pelo que me consta, nalgumas festas em casas noturnas.
Ahpaputaquepariu...
Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:
Pena – detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.
Parágrafo único – Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.
Pois é, gurizada. Isso aí é crime. Mas na boca de seus praticantes é "liberdade de expressão". Imaginem agora se fizéssemos o Dia do Racismo, onde todo mundo estaria liberado para discriminar e humilhar negros, índios, etc. Ou o Dia da Pedofilia, onde estaríamos livres para expressar o amor "inter-geração".
Lembrando que o ultraje a culto é prática comum em paradas gays e, pelo que me consta, nalgumas festas em casas noturnas.
Ahpaputaquepariu...
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Sinal de vida
O blog anda meio paradão, mas não morreu. Só ando meio ocupado com outras coisas, coisas boas, e digerindo algumas ideias que, futuramente, serão postas aqui.
Aguardem ;)
Aguardem ;)
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
E começou...
Já comentei aqui no blog, meses atrás, que isso ia acabar acontecendo.
http://ohomossexualismo.blogspot.com.br/2012/09/mulher-quer-usar-os-argumentos-dos.html
Taí. Parabéns, seus imbecis.
http://ohomossexualismo.blogspot.com.br/2012/09/mulher-quer-usar-os-argumentos-dos.html
Taí. Parabéns, seus imbecis.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Vinte de Setembro
Já me importei mais com a data. Hoje nem tanto, mas ainda a respeito, principalmente pelos meus antepassados farroupilhas e maragatos. Pra não dizer que não dei atenção:
"Cada garrucha é uma boca gritando
Que os tauras não vão se entregar
Quem for farrapo dirá
Quem for farrapo sempre será"
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Os 5 Arrependimentos dos Moribundos
Estava cá a ouvir alguns episódios do início do ano do True Outspeak e me deparei com isso aqui, que achei bem relevante pro blog (texto foi tirado da internet mesmo, pois não estava a fim de escrever eu mesmo - sim, sou um imprestável):
Bronnie Ware é um enfermeira que passou muitos anos trabalhando com cuidados paliativos, cuidando de pacientes em seus últimos três meses de vida. Ela conta que os pacientes ganharam uma clareza de pensamento incrível no fim de suas vidas e que podemos aprender muito desta sabedoria.
"Quando questionados sobre desejos e arrependimentos, alguns temas comuns surgiam repetidamente", disse Bronnie ao jornal britânico "The Guardian".
Confira a lista e os comentários da enfermeira:
1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse
"Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos e têm de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomaram, ou não tomaram. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais."
2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto
"Eu ouvi isso de todo paciente masculino que eu trabalhei. Eles sentiam falta de ter vivido mais a juventude dos filhos e a companhia de seus parceiros. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho."
3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos
"Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, ele se acomodaram em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eles realmente eram capazes de ser. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e resentimento que eles carregavam."
4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos
"Frequentemente eles não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até eles chegarem em suas últimas semanas de vida e não era sempre possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que eles deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos. Tiveram muito arrependimentos profundos sobre não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo."
5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz
"Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso 'conforto' com as coisas que são familiares O medo da mudança fez com que ele fingissem para os outros e para si mesmos que eles estavam contentes quando, no fundo, eles ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo."
O mais interessante ao meu ver - e do Olavo também - é que o principal arrependimento dessas pessoas se refere àquilo que eu vivo citando como sendo crucial na vida de todos: sinceridade. Ou a falta dela.
Bronnie Ware é um enfermeira que passou muitos anos trabalhando com cuidados paliativos, cuidando de pacientes em seus últimos três meses de vida. Ela conta que os pacientes ganharam uma clareza de pensamento incrível no fim de suas vidas e que podemos aprender muito desta sabedoria.
"Quando questionados sobre desejos e arrependimentos, alguns temas comuns surgiam repetidamente", disse Bronnie ao jornal britânico "The Guardian".
Confira a lista e os comentários da enfermeira:
1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse
"Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos e têm de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomaram, ou não tomaram. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais."
2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto
"Eu ouvi isso de todo paciente masculino que eu trabalhei. Eles sentiam falta de ter vivido mais a juventude dos filhos e a companhia de seus parceiros. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho."
3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos
"Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, ele se acomodaram em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eles realmente eram capazes de ser. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e resentimento que eles carregavam."
4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos
"Frequentemente eles não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até eles chegarem em suas últimas semanas de vida e não era sempre possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que eles deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos. Tiveram muito arrependimentos profundos sobre não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo."
5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz
"Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso 'conforto' com as coisas que são familiares O medo da mudança fez com que ele fingissem para os outros e para si mesmos que eles estavam contentes quando, no fundo, eles ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo."
O mais interessante ao meu ver - e do Olavo também - é que o principal arrependimento dessas pessoas se refere àquilo que eu vivo citando como sendo crucial na vida de todos: sinceridade. Ou a falta dela.
sábado, 15 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Dívida interna e externa
Muito elucidativo. Todo petista (e anti-petista) deveria ler.
"Você ouve falar em DÍVIDA EXTERNA e DÍVIDA INTERNA em jornais e TV
e não entende direito. Vamos explicar a seguir:
DÍVIDA EXTERNA = é como uma dívida que você deve para bancos e outras pessoas...
DÍVIDA INTERNA = é como uma dívida que você deve para sua mãe, pai ou parente...
Quando LULA assumiu o Brasil, em 2002, os montantes eram:
* dívida externa 212 Bilhões
* dívida interna 640 Bilhões
* Total de dívidas: 852 Bilhões
Em 2007 Lula disse que tinha pago a dívida externa. E é verdade.
Só que ele não explicou que, para pagar a externa, ele aumentou a interna!
Em 2007, no governo Lula:
* Dívida Externa = 0
* Dívida Interna = 1 Trilhão e 400 Bilhões
* Total de dívidas = 1 Trilhão e 400 Bilhões
Ou seja, a dívida externa foi paga, mas a dívida interna mais do que dobrou.
Agora, em 2010, você pode perceber que não se vê mais na TV e em jornais algo dito que seja convincente sobre a Dívida Externa quitada.
Sabe por quê?
Porque ela voltou.
Em 2010:
* Dívida Externa= 240 Bilhões
* Dívida Interna = 1 Trilhão e 650 Bilhões
* Total de dívidas = 1 Trilhão e 890 Bilhões
Ou seja, a dívida do Brasil aumentou em 1 Trilhão no governo Lula.
Daí é que vem o dinheiro para o PAC, bolsa família, bolsa educação, bolsa faculdade, bolsa cultura, bolsa para presos, dentre outras bolsas...
Não é com dinheiro de crescimento; é com dinheiro de ENDIVIDAMENTO, o que é preocupante.
Autor: Waldir Serafim
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Algo antigo
Nem sempre fui o mancebo feliz e cercado de pessoas agradáveis que sou hoje. Houve tempos nebulosos onde a única companhia era a escrita. Daqueles tempos, ressuscito esse texto aí, pois sei que alguns hão de se identificar de uma forma ou de outra:
Aquele Estranho
Sabe quando
criamos o hábito de passar sempre pelo mesmo lugar e acabamos vendo uma mesma
pessoa sempre, até nos familiarizarmos com ela, embora continuemos sendo
estranhos um para o outro? Acontece comigo. Sempre que passo por um... Nem sei
direito que lugar é aquele, acho que é uma espécie de agência de seguros ou
algo assim. Paredes branquinhas, bem limpas, várias mesas e sempre tem todo
tipo de pessoa sentada lá dentro. Bom, voltando... Sempre que passo pela tal
agência eu olho pelo vidro e vejo o mesmo sujeito todos os dias. Ele não sabe
que eu existo e, se sabe, não faz a menor idéia de quem sou, quais são meus
sonhos, meus planos, meus amores e desafetos. Sou só um cara que ele vê às
vezes. Na verdade, é recíproco. Ele está sempre ocupado com seus próprios
pensamentos, tem um olhar meio vago, quase perdido... Como se sentisse falta de
algo que era, mas já não é mais.
Acho que é
como quando já estamos crescidos e lembramos de algo que gostávamos na
infância, mas que agora parece tão bobo. A lembrança vem cheia de doçura, até
rimos sozinhos, mas logo percebemos que se trata de algo que não volta mais e,
ao mesmo tempo, nos sentimos crescidos demais para sentir falta daquilo. As
boas memórias da infância acabam virando um misto de nostalgia, amargura e
culpa. Sim, bate a culpa por causa daquela “ojeriza” que vem junto com a
saudade, entende?
Talvez ele
sinta falta de algum amor que se foi. Todo mundo deve sentir isso alguma vez na
vida, não? Talvez ele lembre de bons momentos que vivenciou. Talvez sinta culpa
por pequenos defeitos terem sido tão valorizados, gerando aquelas brigas
desnecessárias e que o fizeram rir depois de um tempo. Ou talvez o amor tenha
morrido nele, magoando outra pessoa na qual o sentimento ainda era forte,
transformando o que era belo em pura tristeza. Ou será que era solitário?
Talvez ele chegue em casa todos os dias e diga ‘cheguei’ para ninguém ouvir,
fique horas sentado no sofá sem fazer nada diante da TV e depois vá dormir,
sentindo aquele frio que só a solidão causa e que nem todo fogo do Inferno
poderia aquecer.
Certa vez, vi
uma lágrima correndo no rosto dele. Uma só. Sabe o que isso significa, não?
Quando alguém briga, se emociona ou coisa assim, verte várias lágrimas, põe
tudo para fora. Mas quando é só uma é porque algo está bem errado. É comparável
a um vazamento na parede. Se a água jorra, é só desligar o registro e consertar
o encanamento. Mas quando ficam só aquelas poucas gotas escorrendo,
provavelmente a parede já está toda corroída por dentro, bastante frágil,
podendo ruir ao mais leve toque. Pergunto-me que tamanha tristeza gerou aquilo.
Será o vazio em sua vida que ele fingia não existir? Sim, pois uma das maiores
preocupações das pessoas é parecer bem mesmo quando o mundo desmorona. Mas os
olhos sempre acabam entregando tudo... E o olhar daquele estranho me dizia
muito. Talvez ele não consiga mais disfarçar o que sente, ou eu que me
acostumei com a linguagem daquele par de espelhos.
De uns tempos
para cá, aconteceu algo curioso. Comecei a ver aquele estranho em outros
lugares. Sim, o mesmo cara, o mesmo olhar, mas em lugares diferentes. Agora eu
não o vejo apenas no reflexo da vidraça daquela agência, mas enquanto escovo os
dentes e me barbeio também. Num final de semana desses, sentei-me à beira de um
lago num parque que gosto de freqüentar. Vi aquele estranho lá, refletido nas
águas, silencioso e distorcido. Às vezes, considero a idéia de
cumprimentar-lhe, puxar conversa, sei lá... Mas nunca sei o que dizer
exatamente. “Oi, tudo bem? A gente se conhece, mas ao mesmo tempo, não” ou “Ei,
como vai? Eu sei tudo a seu respeito, mas na verdade não sei absolutamente
nada.” Tenho vontade de ficar íntimo daquela figura, saber o que sente de fato,
o que anseia, o que o machuca tanto, mas tenho receio, medo até. Acho que acabaria
fazendo papel de palhaço... Sinto uma espécie de obrigação em fazê-lo, mas me
dói demais admitir pra mim mesmo que aquele estranho sou eu...
Dotô Viktor Frankl
"A rivalidade, tão temida dos ciumentos, pressupõe a possibilidade de o ser amado ser comparável com um rival qualquer; mas, no verdadeiro amor, nenhuma rivalidade ou concorrência é possível, pois o ser amado é sempre, para quem o ama, incomparável e, por conseguinte, hors concours."
"Assim, a aparência física do ser amado vem a constituir, para quem ama, o símbolo de algo que está por trás dela e se manifesta pelo que é externo sem no externo se esgotar."
- Viktor E. Frankl
"Assim, a aparência física do ser amado vem a constituir, para quem ama, o símbolo de algo que está por trás dela e se manifesta pelo que é externo sem no externo se esgotar."
- Viktor E. Frankl
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
domingo, 9 de setembro de 2012
O que leva ao ateísmo
A condição de ateu não é inerente ao ser humano e, na maioria dos casos, se trata de um estágio apenas. Há, claro, aqueles que afirmam ser livres por não terem fé num deus, mas invariavelmente adoram o mundo, coisas, pessoas, etc. Já abordei o tema idolatria aqui, então não vou me alongar.
E foi pensando nos meus 16 anos de ateu e noutros casos que conheço que resolvi fazer esse post. Por ora, consegui pensar em três coisas que levam ao ateísmo:
Falta de conhecimento/ignorância- desconhecendo princípios básicos de lógica, filosofia em geral e História, só sendo humilhado (de forma pedagógica, claro) pro sujeito entender seu erro. Durante muito tempo participei de debates com cristãos quando era ateu, mas meus interlocutores eram TÃO ruins e despreparados que não tinham a competência necessária para apontar meus erros. Essa é, talvez, a causa mais comum do ateísmo, pois vejo torrentes de posts no Fêicebuqui com acusações infundadas ao cristianismo, demonstrando uma falta incrível de conhecimento sobre o que quer que seja. Os que padecem deste mal tendem a idolatrar a ciência, mesmo não tendo a menor ideia do que seja método científico, e quanto mais ignorante forem, mais sábios se considerarão.
Conveniência- ou preguiça. Ninguém jamais afirmou a inexistência de Deus sem antes tê-la desejado. Não há estudo ou lógica que leve à essa conclusão, apenas e tão somente a vontade de quem a afirma. É mais fácil e confortável simplesmente ignorar o metafísico, o espiritual, o invisível, ocupando-se de atividades mundanas e distrações para evitar pensar no assunto.
Rebeldia- costuma vir acompanhada de uma ou mesmo das duas causas acima. Começa sempre na adolescência, mas nunca tem qualquer base sincera além da revolta pura e simples, seja pela própria infelicidade, impotência, sofrimento, solidão, incapacidade de reagir, etc. Os rebeldezinhos tendem a investir na própria imagem de mau e ler Nietzsche, o que consideram o suprassumo da filosofia, pois fala exatamente o que querem, massageando seus egos doentes.
Felizmente, as três causas têm cura. O primeiro passo é o diagnóstico ;)
sábado, 8 de setembro de 2012
Retrato de um esquerdista
Alguém lembra desse episódio?
Pois é, veja bem... Traduzindo o que o ilustre deputado disse (sem qualquer distorção de minha parte): o povo é ignorante (usou o eufemismo "desinformado"), Jean Wyllys (e aqueles que concordam com ele) não é. Esperar o que dum membro de um partido que tem "socialismo" e "liberdade" no nome, sendo as duas coisas absolutamente inversas?
"A população que não é devidamente informada, não é informada de maneira correta, de maneira precisa, vai aprovar..."
"A gente não pode deixar na mão de uma sociedade que não é bem informada determinados temas"
O que significa, na concepção dele, ser "corretamente informado", "informado de forma precisa"? A propaganda gayzista (ou de qualquer outra linha revolucionária) é qualquer coisa, menos informativa. Dados são descaradamente adulterados e os objetivos políticos escusos são sempre travestidos de "direitos do cidadão", "luta pela liberdade" ou qualquer outra baboseira que engana leitor de jornal e maconheiro de faculdade.
As preferências da sociedade brasileira, conservadora em sua esmagadora maioria, são fruto de desinformação e ele, iluminado que é - sorte nossa! -, sabe melhor do que todos o que é certo e o que é errado. Afinal, ele está lá para representar quem o elegeu ou a si mesmo?
É o típico pensamento revolucionário de esquerdista: "eu sei melhor que todo mundo o que deve ser feito". Aquela ideiazinha demente de que tudo que é novo e contrário ao tradicional é não apenas válido, mas um ideal a ser buscado custe o que custar.
O pior é que ainda tem nego que fala de "teoria conspiratória" quando se fala em marxismo cultural. Filhotes, se a vontade do povo é uma, por que o governo como um todo tem se empenhado tão fortemente em aprovar coisas como o aborto, o desarmamento da população, a exclusão do pensamento religioso e todo o resto da agenda marxista-gramsciana? Historicamente, o resultado dessas políticas sempre foi desastroso para os povos onde foram aplicadas (e eu tenho certeza de que sou mais bem informado quanto a isso do que o seu Wyllys), então não venha me dizer que visam o bem comum.
Ah, Brasil...
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Attention whores
Devido à quantidade lamentável de attention whores* que infestam o meio virtual - embora não se limitem a ele -, resolvi postar aqui um pequeno exercício que serve para todos e em qualquer atividade humana.
Começo falando do ambiente facebookiano, que é onde tais criaturas infelizes abundam. Sempre que sentir vontade de postar algo, seja o quer for, pergunte a si mesmo "qual meu objetivo com isso?", "que reações espero causar?", "por que quero isso?".
Em muitos casos, se postam coisas objetivando uma indireta de qualquer natureza a alguém, mas o que há por trás desse objetivo? É caridade, tentando dar um recado de forma sutil; ou é só uma expressão do recalque, inveja ou amargura dentro de si mesmo?
Noutras vezes, o que se vê são declarações forçadas e fajutas de felicidade, gente celebrando ser vítima de inveja por ter uma vida tão boa (coisa que, no fundo, nós sabemos - e quem posta também - é mentira), e esse tipo de fenômeno nos remete ao outro post que fiz aqui acerca da terceirização da auto-estima, "vou convencer os outros de que estou muito bem, assim também acreditarei nisso". (http://www.apedozelador.blogspot.com.br/2012/06/sobre-auto-estima.html)
Mas, como disse lá em cima, esse pequeno exercício de auto-análise não serve apenas pras redes sociais. Qualquer atitude que vá tomar, seja onde for, faça as perguntas a si mesmo. O que quer com aquilo? Que mensagem deseja passar? O que anseia alcançar? O objetivo dessa atitude vale mesmo a pena?
Pratique por algum tempo. O resultado é sempre o auto-aperfeiçoamento/conhecimento, a não ser que opte por mentir pra si mesmo. Aí só me resta mandá-lo tomar no cu.
Bom feriado ;)
* Pobres almas que se alimentam de atenção alheia. Seja se fazendo de vítima, supervalorizando os próprios problemas, tornando públicas desgraças pessoais, fazendo comentários depreciativos sobre si mesma para receber elogios, não importa, o que importa pra attention whore é ser notada.
Começo falando do ambiente facebookiano, que é onde tais criaturas infelizes abundam. Sempre que sentir vontade de postar algo, seja o quer for, pergunte a si mesmo "qual meu objetivo com isso?", "que reações espero causar?", "por que quero isso?".
Em muitos casos, se postam coisas objetivando uma indireta de qualquer natureza a alguém, mas o que há por trás desse objetivo? É caridade, tentando dar um recado de forma sutil; ou é só uma expressão do recalque, inveja ou amargura dentro de si mesmo?
Noutras vezes, o que se vê são declarações forçadas e fajutas de felicidade, gente celebrando ser vítima de inveja por ter uma vida tão boa (coisa que, no fundo, nós sabemos - e quem posta também - é mentira), e esse tipo de fenômeno nos remete ao outro post que fiz aqui acerca da terceirização da auto-estima, "vou convencer os outros de que estou muito bem, assim também acreditarei nisso". (http://www.apedozelador.blogspot.com.br/2012/06/sobre-auto-estima.html)
Mas, como disse lá em cima, esse pequeno exercício de auto-análise não serve apenas pras redes sociais. Qualquer atitude que vá tomar, seja onde for, faça as perguntas a si mesmo. O que quer com aquilo? Que mensagem deseja passar? O que anseia alcançar? O objetivo dessa atitude vale mesmo a pena?
Pratique por algum tempo. O resultado é sempre o auto-aperfeiçoamento/conhecimento, a não ser que opte por mentir pra si mesmo. Aí só me resta mandá-lo tomar no cu.
Bom feriado ;)
* Pobres almas que se alimentam de atenção alheia. Seja se fazendo de vítima, supervalorizando os próprios problemas, tornando públicas desgraças pessoais, fazendo comentários depreciativos sobre si mesma para receber elogios, não importa, o que importa pra attention whore é ser notada.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
O sentido do amor
"Amor é a única maneira de captar outro ser humano no íntimo da sua personalidade. Ninguém consegue ter consciência plena da essência última de outro ser humano sem amá-lo. Por seu amor a pessoa se torna capaz de ver os traços característicos e as feições essenciais de seu amado; mais ainda, ela vê o que está potencialmente contido nele, aquilo que ainda não está, mas deveria ser realizado. Além disso, através do seu amor a pessoa que ama capacita a pessoa amada a realizar estas potencialidades. Conscientizado-a do que ela pode ser e do que ela deveria vir a ser, aquele que ama faz com que estas potencialidades venham a se realizar." - Victor Frankl
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Trecho de uma aula do Olavo
Sensacional. O interessante é que não tem como acusar o sujeito de parcial. Quando se tem a Verdade ao lado, o que resta ao adversário?
domingo, 2 de setembro de 2012
Outro belo artigo
http://espectivas.wordpress.com/2010/09/29/o-cientismo-e-a-doenca-mental-do-revolucionario/
"O revolucionário é um doente mental — não no sentido clínico stricto sensu, mas no sentido cultural e social; trata-se de um sociopata incurável. O exemplo de Althusser e a sua história pessoal são paradigmáticos daquilo a que podemos chamar de “doença mental revolucionária e ateísta” : não tem cura, e o corolário, no caso da sociopatia de Althusser, foi o assassínio da sua própria esposa."
"O revolucionário é um doente mental — não no sentido clínico stricto sensu, mas no sentido cultural e social; trata-se de um sociopata incurável. O exemplo de Althusser e a sua história pessoal são paradigmáticos daquilo a que podemos chamar de “doença mental revolucionária e ateísta” : não tem cura, e o corolário, no caso da sociopatia de Althusser, foi o assassínio da sua própria esposa."
Feminazis tendo chiliquinho
http://omarxismocultural.blogspot.com.br/2012/09/brinquedo-que-feministas-queriam.html
Belo artigo sobre a reação feminista a um brinquedo da Lego que agrega valores tradicionais.
Belo artigo sobre a reação feminista a um brinquedo da Lego que agrega valores tradicionais.
É...
"A tradição da esquerda é julgar o sucesso humano pelo fracasso de alguns. Isso sempre fornece uma vítima a ser resgatada. No século XIX, eram os proletários. Nos anos 60, a juventude. Depois, as mulheres e os animais. Agora, o planeta."
Assinar:
Postagens (Atom)