Entrei de férias no trabalho e, como meus fiéis leitores devem estar todos viajando, vou fazer um pequeno recesso aqui no blog. Ano que vem estarei de volta, macacada.
Feliz Natal e um 2013 melhor que 2012. Deus os abençoe.
domingo, 23 de dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Sobre tributação
"Pode um imposto sobre as pessoas trazer prosperidade a elas mesmas?
Pode um homem, em pé dentro de um balde, se erguer sozinho pela alça?"
- Sir Winston Churchill
Uma vez me perguntaram o motivo de ser contra bolsas-esmola e similares. Não sou especialista em economia e nunca fui grande aluno de matemática, mas me parece bem óbvio o seguinte (se estiver errado, alguém faça o favor de me corrigir):
Digamos que uma família receba um benefício do governo de 100 reais mensais e gaste tudo em alimentação. Não sei a quantas anda a tributação, mas suponhamos que, do valor dos alimentos, uns 20% sejam só imposto (deve ser mais). Logo, daqueles 100 reais que a família recebeu do governo, 20 vão voltar a ele em forma de arrecadação.
Não seria muito mais prático e eficaz simplesmente reduzir a tributação, elevando o poder aquisitivo dessa família e de todos os outros cidadãos, aumentando a procura por produtos e serviços, obrigando as empresas a produzirem mais, gerando mais empregos, fazendo as engrenagens da economia girarem?
Óbvio que não é tão simples quanto está exposto aqui, mas realmente não vejo como tributação e "distribuição de renda" forçada possam melhorar as condições de um país. Ou alguém vai me dizer que as economias cubana, venezuelana ou brasileira estão melhores que a norte-americana?
"Não se aumenta as riquezas dividindo-as."
Isso me lembrou os tempos em que trabalhava numa escola de inglês. Foi quando estendi de fato a diferença entre país liberal e país socialista. Durante cerca de um ano ou dois, trabalhei como cooperativado, recebendo em torno de 15 reais/hora. Não recebia nenhum benefício, apenas o salário, mas conseguia guardar dinheiro todos os meses e assim comprei um computador em poucos meses, uma geladeira, entre outras coisinhas.
Tempos depois fomos efetivados, passamos a ter carteira assinada e direito aos famigerados benefícios, mas meus ganhos caíram pra ridículos 8,60/hora. Nos prometeram plano de saúde, o qual rejeitei, pois reduziria meu já parco salário em uns 10%. Quando saí da escola, recebi o que poderia ter ganho durante aquele tempo em que estava empregado.
O primeiro caso se assemelha ao país liberal, ao passo em que o segundo se refere ao socialista. No primeiro, eu não tinha garantias e nem rabo preso com ninguém, ganhava razoavelmente bem e, caso precisasse de médicos ou outros serviços do tipo, tinha condições de sobra pra pagar do meu próprio bolso. No segundo, me prometiam mundos e fundos e falavam em estabilidade, quando, na prática, o que eu via era meu empobrecimento, redução significativa do meu poder aquisitivo e uma sensação de dependência que antes não existia.
Por isso que vivo dizendo e repetindo: o Estado não é tua mãe, seu frouxo. O quanto menos ele interferir, melhor. Tenho a História pra comprovar minhas palavras. E vocês, socialistas, têm o que, além de sonhos, utopias e promessas de ditadorezinhos populistas de merda?
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Mais Schopenhauer
"Como as pessoas lêem sempre, em vez dos melhores de todos os tempos, apenas a última novidade, os escritores permanecem no círculo estreito das ideias que circulam, e a época afunda cada vez mais em sua própria lama.
Por isso é tão importante, em relação ao nosso hábito de leitura, a arte de não ler. Ela consiste na atitude de não escolher para ler o que, a cada momento determinado, constitui a ocupação do grande público; por exemplo, panfletos políticos ou literários, romances, poesias etc, que causam rebuliço justamente naquele momento e chegam a ter várias edições em seu primeiro e último ano de vida. Basta nos lembrarmos de que, em geral, quem escreve para os tolos encontra sempre um grande público, a fim de que nosso tempo destinado à leitura, que costuma ser escasso, seja voltado exclusivamente para as obras dos grandes espíritos de todos os tempos e povos, para os homens que se destacam em relação ao resto da humanidade e que são apontados como tais pela voz da notoriedade. Apenas esses espíritos realmente educam e formam os demais.
Quanto às obras ruins, nunca se lerá pouco quando se trata delas; quanto às boas, nunca elas serão lidas com frequência excessiva. Livros ruins são veneno intelectual, capaz de fazer definhar o espírito." (Arthur Schopenhauer, "A arte de escrever")
É, malandro... Tantas obras clássicas sensacionais pra se ler em tão pouco tempo, tantos séculos de conhecimento a explorar e negadinha perde tempo (e neurônios) lendo guia de sobrevivência de zumbis, bobices de vampiros e romances água-com-açúcar. Depois não sabem por que são burros.
Por isso é tão importante, em relação ao nosso hábito de leitura, a arte de não ler. Ela consiste na atitude de não escolher para ler o que, a cada momento determinado, constitui a ocupação do grande público; por exemplo, panfletos políticos ou literários, romances, poesias etc, que causam rebuliço justamente naquele momento e chegam a ter várias edições em seu primeiro e último ano de vida. Basta nos lembrarmos de que, em geral, quem escreve para os tolos encontra sempre um grande público, a fim de que nosso tempo destinado à leitura, que costuma ser escasso, seja voltado exclusivamente para as obras dos grandes espíritos de todos os tempos e povos, para os homens que se destacam em relação ao resto da humanidade e que são apontados como tais pela voz da notoriedade. Apenas esses espíritos realmente educam e formam os demais.
Quanto às obras ruins, nunca se lerá pouco quando se trata delas; quanto às boas, nunca elas serão lidas com frequência excessiva. Livros ruins são veneno intelectual, capaz de fazer definhar o espírito." (Arthur Schopenhauer, "A arte de escrever")
É, malandro... Tantas obras clássicas sensacionais pra se ler em tão pouco tempo, tantos séculos de conhecimento a explorar e negadinha perde tempo (e neurônios) lendo guia de sobrevivência de zumbis, bobices de vampiros e romances água-com-açúcar. Depois não sabem por que são burros.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Conhece a ti mesmo
Eu falo muito aqui sobre ser sincero consigo mesmo, auto-conhecimento, etc, e reparo que a maioria das pessoas que conheço se ocupa tanto com pequenas distrações cotidianas pra evitar o auto-confronto que acabam sendo completas estranhas para si mesmas. Pensando nisso, resolvi montar uma pequena lista de perguntas que, se o sujeito nunca fez a si mesmo, ele simplesmente não sabe quem é. Espero ajudar alguém, então vamos lá:
1- O que mais ama nessa vida?
2- O que mais odeia?
3- Qual a primeira coisa que costuma pensar ao acordar?
4- E quando deita para dormir?
5- O que te tornaria realizado como pessoa?
6- Quantos sonhos/planos importantes tinha há 10 anos? Quantos realizou? Quantos abandonou? Por quê?
7- Como define "felicidade"?
8- O que faz/fez para buscá-la?
9- O que te motiva no dia-a-dia?
10- O que te faz sorrir? E o que te faz chorar? Por quê?
11- Qual a coisa mais importante em tua vida? Por quê?
12- O que estaria disposto a sacrificar pela resposta acima?
13- Qual tua maior qualidade? Como faz uso dela?
14- E teu maior defeito? O que faz para corrigi-lo?
15- Sente saudades de alguém vivo? O que te impede de matar essa saudade?
16- Qual tua maior curiosidade?
17- Qual teu maior segredo? Por que é um segredo?
18- Qual a maior mentira que já contou? Qual ainda mantém? Por quê?
19- Qual teu maior arrependimento?
20- Quanto tempo dedica a ajudar teu próximo? Por quê?
21- Qual teu livro favorito? Por quê?
22- Qual teu filme favorito? Por quê?
23- No que tem fé?
24- No que é bom? Como utiliza esse talento?
25- Qual tua memória mais doce da infância?
26- Qual a mais amarga?
27- Daria a vida por alguém? Quem? Por quê?
28- Qual o maior vexame pelo qual já passou?
29- Qual teu maior orgulho?
30- O que estaria disposto a sacrificar por uma causa justa?
31- Pelo que está disposto a morrer?
32- Pelo que está disposto a viver?
33- Quantos rancores ainda nutre?
34- O quão frequentemente pede perdão? O quão frequentemente perdoa?
35- É feliz?
36- Quanto tempo dedica a educar/aperfeiçoar a si mesmo?
37- Quem, afinal, és? Como te define como pessoa?
Vou parar por aqui pra não me alongar. Já adianto que não basta responder cada pergunta com uma única palavra. Cada uma delas exige uma reflexão, exige que se dispa de todo pudor e seja o mais sincero possível consigo mesmo, pois podemos enganar terceiros e até a nós mesmos de vez em quando, mas nunca o tempo inteiro. Esse encontro consigo mesmo é muitas vezes doloroso, mas costuma terminar muito bem. Boa sorte.
1- O que mais ama nessa vida?
2- O que mais odeia?
3- Qual a primeira coisa que costuma pensar ao acordar?
4- E quando deita para dormir?
5- O que te tornaria realizado como pessoa?
6- Quantos sonhos/planos importantes tinha há 10 anos? Quantos realizou? Quantos abandonou? Por quê?
7- Como define "felicidade"?
8- O que faz/fez para buscá-la?
9- O que te motiva no dia-a-dia?
10- O que te faz sorrir? E o que te faz chorar? Por quê?
11- Qual a coisa mais importante em tua vida? Por quê?
12- O que estaria disposto a sacrificar pela resposta acima?
13- Qual tua maior qualidade? Como faz uso dela?
14- E teu maior defeito? O que faz para corrigi-lo?
15- Sente saudades de alguém vivo? O que te impede de matar essa saudade?
16- Qual tua maior curiosidade?
17- Qual teu maior segredo? Por que é um segredo?
18- Qual a maior mentira que já contou? Qual ainda mantém? Por quê?
19- Qual teu maior arrependimento?
20- Quanto tempo dedica a ajudar teu próximo? Por quê?
21- Qual teu livro favorito? Por quê?
22- Qual teu filme favorito? Por quê?
23- No que tem fé?
24- No que é bom? Como utiliza esse talento?
25- Qual tua memória mais doce da infância?
26- Qual a mais amarga?
27- Daria a vida por alguém? Quem? Por quê?
28- Qual o maior vexame pelo qual já passou?
29- Qual teu maior orgulho?
30- O que estaria disposto a sacrificar por uma causa justa?
31- Pelo que está disposto a morrer?
32- Pelo que está disposto a viver?
33- Quantos rancores ainda nutre?
34- O quão frequentemente pede perdão? O quão frequentemente perdoa?
35- É feliz?
36- Quanto tempo dedica a educar/aperfeiçoar a si mesmo?
37- Quem, afinal, és? Como te define como pessoa?
Vou parar por aqui pra não me alongar. Já adianto que não basta responder cada pergunta com uma única palavra. Cada uma delas exige uma reflexão, exige que se dispa de todo pudor e seja o mais sincero possível consigo mesmo, pois podemos enganar terceiros e até a nós mesmos de vez em quando, mas nunca o tempo inteiro. Esse encontro consigo mesmo é muitas vezes doloroso, mas costuma terminar muito bem. Boa sorte.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Falei, porra!
"E, embora a opinião pública tenha reagido negativamente aos tarados sexuais – ainda há bom senso entre os holandeses -, especialistas em psicologia já estudam colocar a pedofilia na categoria de orientação sexual, ao lado da homossexualidade ou heterossexualidade."
http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/13628-pornografia-infantil-sexologos-holandeses-pedem-legalizacao.html
Quando eu falei que isso ia acabar acontecendo, ouvi um monte de "tá louco, nunca que isso vai acontecer, é absurdo demais". Tomô, papudo?
http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/13628-pornografia-infantil-sexologos-holandeses-pedem-legalizacao.html
Quando eu falei que isso ia acabar acontecendo, ouvi um monte de "tá louco, nunca que isso vai acontecer, é absurdo demais". Tomô, papudo?
Mário Ferreira dos Santos
"O ateísmo é sempre o produto de uma má colocação do problema de Deus. Como 'na Filosofia não há questões insolúveis, mas apenas mal colocadas', o ateísmo moderno parece uma questão insolúvel porque é mal colocada."
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Assustador
Artigo sobre o uso de pílula anticoncepcional e seus possíveis efeitos nos relacionamentos.
http://omarxismocultural.blogspot.pt/2012/12/pode-o-uso-da-pilula-acabar-com-um.html
http://omarxismocultural.blogspot.pt/2012/12/pode-o-uso-da-pilula-acabar-com-um.html
domingo, 2 de dezembro de 2012
Crise de masculinidade e outras aulas
Algumas aulas do pe. Paulo Ricardo (cujo site - Christo Nihil Praeponere - encontra-se linkado aí ao lado) que considero essenciais:
Afinal, o que diabos está havendo com os homens? O que transformou os homens de antigamente nesse bando de FROUXOS que se vê por aí hoje em dia?
http://padrepauloricardo.org/episodios/masculinidade-o-que-esta-acontecendo-com-os-homens-de-deus
O que está tornando as mulheres cada vez mas infelizes?
http://padrepauloricardo.org/episodios/o-odio-ao-feminino
O eterno "pão e circo" aliado à engenharia social.
http://padrepauloricardo.org/episodios/as-novelas-e-a-engenharia-social
Enjoy, ma nigga.
Afinal, o que diabos está havendo com os homens? O que transformou os homens de antigamente nesse bando de FROUXOS que se vê por aí hoje em dia?
http://padrepauloricardo.org/episodios/masculinidade-o-que-esta-acontecendo-com-os-homens-de-deus
O que está tornando as mulheres cada vez mas infelizes?
http://padrepauloricardo.org/episodios/o-odio-ao-feminino
O eterno "pão e circo" aliado à engenharia social.
http://padrepauloricardo.org/episodios/as-novelas-e-a-engenharia-social
Enjoy, ma nigga.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Dostoiévski
"Aquele que mente a si próprio e crê na própria mentira, acaba por não poder mais discernir a verdade, nem em si mesmo , nem em torno de si, deixando de respeitar portanto a si próprio e aos demais. Como não respeita a ninguém, também deixará de amar, e como carece de amor, para se distrair e entreter-se , entrega-se às paixões e aos gozos vulgares, chegando à bestialidade em seus vícios, -- tudo isso por efeito da mentira contínua a si mesmo e ao próximo."
- Fiódor Dostoiévski, "Os Irmãos Karamázov".
- Fiódor Dostoiévski, "Os Irmãos Karamázov".
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Olavão
Tem tudo a ver com meu post anterior:
"Carimbar as idéias do adversário como "preconceitos", dando a entender que não passam de tomadas de posição irracionais e sem fundamento é, na maior parte dos casos, nada mais que um pretexto para não ter de examinar as razões que as fundamentam, muito menos a possibilidade de haverem nascido de boas intenções" - Olavo de Carvalho
terça-feira, 13 de novembro de 2012
A preguiça mental esquerdista
Observando postagens de alguns conhecidos meus que, sabendo ou não, são esquerdistas, notei algo que só pode ser chamado de preguiça mental, pra não dizer burrice pura e simples ou malcaratismo.
É o seguinte... Quando me perguntam, por exemplo, por que sou contra o "casamento" gay, explico com argumentos lógicos e claros, apresento dados e fatos históricos mostrando por que aquilo é inviável e como o objetivo dessa medida nunca foi ajudar ou proteger grupo nenhum, me abstendo de expor qualquer impressão baseada em emoções. Por outro lado, quando se aborda o assunto com essa gentalha, o que se vê é sempre a mesma reação histérica e raivosa, o griteiro de "é um direito deles!", "se você é contra é porque é homofóbico e odeia os gays", e assim por diante. Não querem te entender, querem apenas te calar, te soterrar sob acusações infundadas que só fazem sentido naquelas cabecinhas doentes, querem repetir o discurso que ouviram por aí e que está de acordo com o politicamente correto, não com a Verdade. Pra essa malta de beócios, o único motivo pra alguém ser contra cotas raciais é porque é racista, quem é contra casamento gay é homofóbico, quem é contra distribuição forçada de renda é capitalista malvado e egoísta, quem é contra o aborto e defende a vida do inocente é fanático religioso maluco e por aí vai.
O mesmo acontece quando se discute qualquer coisa que tenha origem na engenharia social. A maioria desses esquerdistas nunca sequer ouviu falar de Marcuse, Gramsci, George Soros, Grupo Bilderberg, Rockefeller, Nova Ordem Mundial, Fraternidade Islâmica ou marxismo cultural e nem querem, porque quem fala sobre o assunto é teórico da conspiração, é maluco radical ultra-conservador de extrema direita querendo preservar seu status de opressor sobre as minorias coitadinhas.
O que acontece é o oposto: eles dão força aos grupos opressores ao combaterem justamente os reacionários que lutam pra preservar a liberdade. A caterva de "idiotas úteis" é sempre favorável a qualquer coisa que seja tachada de "direito", sem perceber que quando se cria um direito artificial automaticamente se atribui uma nova responsabilidade ao Estado, aumentando seu poder sobre os indivíduos, além de impor novas obrigações aos que não usufruem de tais benefícios.
Enquanto escrevia isso aqui, fiquei um tempo pensando nos comentários brilhantes que já ouvi dessa gente. Reparem:
Fome Zero e políticas assistencialistas - "ajuda os pobres", não importando que isso saia do nosso bolso, não haja fiscalização eficiente e sirva como compra de votos. O mais engraçado é que os mesmos defensores dessas políticas ficam putinhos toda vez que é anunciado algum novo imposto. Filhotes, vocês acham que bolsa-esmola vem de onde, porra?
Aborto - "é um direito da mulher, é o corpo dela", mesmo que o feto NÃO SEJA o corpo dela. Chegamos no ponto onde dar indiscriminadamente é mais valioso que a vida humana.
Pena de morte para crimes hediondos - "não, porque só ladrão de galinha seria executado". Preciso mesmo explicar a incongruência que existe entre "crimes hediondos" e "ladrão de galinha"? Incrível como gostam de defender bandido.
Porte de arma - "não, pois armas aumentam a violência", como se tirar o direito à própria defesa (e isso sim é um direito legítimo) fosse reduzir a agressão por parte dos criminosos.
E assim por diante... E o que mais dói é que quem profere esses palpites normalmente só lê jornal (e olhe lá), meia dúzia de bobagenzinhas na internet e tem certeza de que está muito bem informado. Já presenciei alguns bons casos onde mesmo provando a um desses fulanos que ele estava errado, bateu o pé. Um dos exemplos mais comuns é quando se fala do seu Lula. "Ah, mas ele ajudou tanta gente" e repetem toda a papagaiada midiática em cima de ações populistas do dito cujo, não dando a menor importância pro fato dele ter ligação DECLARADA com as FARC. O mesmo acontece com o Obama, que é exaltado por razões que simplesmente desconheço. Não tem problema que ele tenha dado a si mesmo o direito de mandar prender e manter recluso quem ele quiser, por tempo indeterminado e sem justificativa alguma. Não tem a menor importância que ele tenha apresentado documentos falsos e gasto milhões pra esconder seu passado. É completamente indiferente que sua carreira acadêmica tenha sido financiada por um príncipe saudita, entre outras coisinhas que a Globo, a Zero Hora e o Pioneiro NÃO VÃO te falar. O que importa mesmo é que ele é o primeiro presidente negro, tira foto cumprimentando o povão e libera geral pros imigrantes ilegais.
Fica a súplica: vai estudar, vagabundo, antes de abrir essa latrina pra emitir "opiniões". Lembrando que "estudar" não é ler artiguinho da Wikipedia pra posar de doutor depois. E, claro, seja sempre sincero nos estudos. Não adianta ler só aquilo que nos agrada, coisas com as quais concordamos e que repetem exatamente o que queremos ouvir. Isso não é estudo, é PUNHETA.
É o seguinte... Quando me perguntam, por exemplo, por que sou contra o "casamento" gay, explico com argumentos lógicos e claros, apresento dados e fatos históricos mostrando por que aquilo é inviável e como o objetivo dessa medida nunca foi ajudar ou proteger grupo nenhum, me abstendo de expor qualquer impressão baseada em emoções. Por outro lado, quando se aborda o assunto com essa gentalha, o que se vê é sempre a mesma reação histérica e raivosa, o griteiro de "é um direito deles!", "se você é contra é porque é homofóbico e odeia os gays", e assim por diante. Não querem te entender, querem apenas te calar, te soterrar sob acusações infundadas que só fazem sentido naquelas cabecinhas doentes, querem repetir o discurso que ouviram por aí e que está de acordo com o politicamente correto, não com a Verdade. Pra essa malta de beócios, o único motivo pra alguém ser contra cotas raciais é porque é racista, quem é contra casamento gay é homofóbico, quem é contra distribuição forçada de renda é capitalista malvado e egoísta, quem é contra o aborto e defende a vida do inocente é fanático religioso maluco e por aí vai.
O mesmo acontece quando se discute qualquer coisa que tenha origem na engenharia social. A maioria desses esquerdistas nunca sequer ouviu falar de Marcuse, Gramsci, George Soros, Grupo Bilderberg, Rockefeller, Nova Ordem Mundial, Fraternidade Islâmica ou marxismo cultural e nem querem, porque quem fala sobre o assunto é teórico da conspiração, é maluco radical ultra-conservador de extrema direita querendo preservar seu status de opressor sobre as minorias coitadinhas.
O que acontece é o oposto: eles dão força aos grupos opressores ao combaterem justamente os reacionários que lutam pra preservar a liberdade. A caterva de "idiotas úteis" é sempre favorável a qualquer coisa que seja tachada de "direito", sem perceber que quando se cria um direito artificial automaticamente se atribui uma nova responsabilidade ao Estado, aumentando seu poder sobre os indivíduos, além de impor novas obrigações aos que não usufruem de tais benefícios.
Enquanto escrevia isso aqui, fiquei um tempo pensando nos comentários brilhantes que já ouvi dessa gente. Reparem:
Fome Zero e políticas assistencialistas - "ajuda os pobres", não importando que isso saia do nosso bolso, não haja fiscalização eficiente e sirva como compra de votos. O mais engraçado é que os mesmos defensores dessas políticas ficam putinhos toda vez que é anunciado algum novo imposto. Filhotes, vocês acham que bolsa-esmola vem de onde, porra?
Aborto - "é um direito da mulher, é o corpo dela", mesmo que o feto NÃO SEJA o corpo dela. Chegamos no ponto onde dar indiscriminadamente é mais valioso que a vida humana.
Pena de morte para crimes hediondos - "não, porque só ladrão de galinha seria executado". Preciso mesmo explicar a incongruência que existe entre "crimes hediondos" e "ladrão de galinha"? Incrível como gostam de defender bandido.
Porte de arma - "não, pois armas aumentam a violência", como se tirar o direito à própria defesa (e isso sim é um direito legítimo) fosse reduzir a agressão por parte dos criminosos.
E assim por diante... E o que mais dói é que quem profere esses palpites normalmente só lê jornal (e olhe lá), meia dúzia de bobagenzinhas na internet e tem certeza de que está muito bem informado. Já presenciei alguns bons casos onde mesmo provando a um desses fulanos que ele estava errado, bateu o pé. Um dos exemplos mais comuns é quando se fala do seu Lula. "Ah, mas ele ajudou tanta gente" e repetem toda a papagaiada midiática em cima de ações populistas do dito cujo, não dando a menor importância pro fato dele ter ligação DECLARADA com as FARC. O mesmo acontece com o Obama, que é exaltado por razões que simplesmente desconheço. Não tem problema que ele tenha dado a si mesmo o direito de mandar prender e manter recluso quem ele quiser, por tempo indeterminado e sem justificativa alguma. Não tem a menor importância que ele tenha apresentado documentos falsos e gasto milhões pra esconder seu passado. É completamente indiferente que sua carreira acadêmica tenha sido financiada por um príncipe saudita, entre outras coisinhas que a Globo, a Zero Hora e o Pioneiro NÃO VÃO te falar. O que importa mesmo é que ele é o primeiro presidente negro, tira foto cumprimentando o povão e libera geral pros imigrantes ilegais.
Fica a súplica: vai estudar, vagabundo, antes de abrir essa latrina pra emitir "opiniões". Lembrando que "estudar" não é ler artiguinho da Wikipedia pra posar de doutor depois. E, claro, seja sempre sincero nos estudos. Não adianta ler só aquilo que nos agrada, coisas com as quais concordamos e que repetem exatamente o que queremos ouvir. Isso não é estudo, é PUNHETA.
domingo, 11 de novembro de 2012
José Fighera Salgado
Nativismo reacionário. Coisa fina.
Sobre Falsos Heróis
Que heróis são esses que ergueram massas
Pregando o fim de alheias propriedades
Tramando golpes com base em mentiras
E ideologias de falsa igualdade
Que heróis fajutos que com mil falácias
Organizaram hordas de iludidos
Disseminando ódio entre as classes
Com seus conceitos falsos e falidos
Que heróis de araque que até hoje guiam
Servos que travam inúteis contendas
E assim militam por ruas e becos
E cortam cercas para invadir fazendas
Que heróis bandidos que pregaram roubo
E caridade com dinheiro alheio
Mas cujos bolsos de seus seguidores
Não se abstêm de se manterem cheios
Legado tosco o destes heróis
Que greves tolas vão influenciando
Pelas escolas, poluindo livros
Nas faculdades, mitos se tornando
E os seguidores dos heróis de barro
Que alcançando o pleno poder
Confiscam armas do povo que assim
Nem mais a vida pode defender
Sagas macabras as destes heróis
Cujos ideais pátrias degeneram
Destroem jovens corrompendo mentes
Com utopias que nunca prosperam
São cultuados em todas as partes
Cidades, campos e universidades
E assim, aos poucos, seus servis soldados
Calam as vozes que falam verdades
Triste destino o dos que lutaram
Nas intentonas dos heróis falsários
Fortalecendo o perigo vermelho
Feito de ódio e rancor proletário
Pobre cabeça a que acata as idéias
De um falso herói mal-intencionado
Pobre do homem que iludido entrega
Sua devoção aos heróis errados
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Somos todos "homofóbicos"
Já falei sobre lei gay aqui, já expliquei do que se trata e tudo mais. Agora a ONU resolveu que é necessário criminalizar a tal homofobia (cuja existência é falsa, como comprovado pelas estatísticas que estão no supramencionado post) e, na mesma semana, o governo brasileiro solta essa:
Um grupo de pesquisa (curiosamente ligado ao PT) perguntou pra população o seguinte: "Você concorda ou discorda dessa frase: Deus fez o homem e a mulher com diferentes sexos, de modo que eles pudessem cumprir seu papel e ter crianças'."
92% das pessoas concordaram, afinal, é isso que acontece com qualquer espécie animal. A conclusão do governo? Que 92% da população brasileira é homofóbica.
Tá vendo, bando de mongolóide que adora gritos de guerra, palavras de ordem, "luta por direitos" e acredita em qualquer bosta que a grande mídia divulga? É com base nesse tipo de pesquisa que vocês passam a se considerar "esclarecidos". Tomanocu...
Um grupo de pesquisa (curiosamente ligado ao PT) perguntou pra população o seguinte: "Você concorda ou discorda dessa frase: Deus fez o homem e a mulher com diferentes sexos, de modo que eles pudessem cumprir seu papel e ter crianças'."
92% das pessoas concordaram, afinal, é isso que acontece com qualquer espécie animal. A conclusão do governo? Que 92% da população brasileira é homofóbica.
Tá vendo, bando de mongolóide que adora gritos de guerra, palavras de ordem, "luta por direitos" e acredita em qualquer bosta que a grande mídia divulga? É com base nesse tipo de pesquisa que vocês passam a se considerar "esclarecidos". Tomanocu...
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Caxias Gladiators
Normalmente não posto nada muito pessoal, mas achei isso aqui tão legal que abro uma exceção.
Dia 11 de novembro é a estréia do time lá em Ijuí. Não participarei desse ainda, pois recém entrei. Em dezembro, um novo amistoso, onde provavelmente toda equipe jogará. Rezem por nós ;)
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Escola sem partido
Uma belo site.
http://www.escolasempartido.org/
Lá dentro tem um link que leva pra essa imagem aí embaixo. Coloquei o link direto pra ela porque achei bem relevante:
http://escolasemp1.dominiotemporario.com/images/lobato.jpg
http://www.escolasempartido.org/
Lá dentro tem um link que leva pra essa imagem aí embaixo. Coloquei o link direto pra ela porque achei bem relevante:
http://escolasemp1.dominiotemporario.com/images/lobato.jpg
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Doutrinas, ideologias e afins
Tenho amigos diversos que seguem essa ou aquela doutrina, acreditam nisso e naquilo... Sabe por que tanta gente busca diferentes doutrinas, religiões, ideologias e o caralho a quatro?
Porque não estão preocupados, na maioria dos casos, em aprender o que é real e o que não é, o que é a Verdade e o que não é. As preocupações que imperam são "em qual conjunto de regras e ideias estarei mais confortável?", "em qual ambiente meus vícios serão virtudes?", "onde terei que pensar menos e me preocupar menos?". E desse pensamento brotam as justificativas, as desculpas, os lero-leros infindáveis justificando todo e qualquer absurdo que seja útil a alguém.
Tá louco...
terça-feira, 23 de outubro de 2012
10 Princípios Conservadores - por Russel Kirk
1- O conservador acredita que existe um ordem moral duradoura.
2- O conservador adere ao costume, à convenção, e à continuidade.
3- Conservadores acreditam no que pode ser chamado o princípio da prescrição.
4- Conservadores são guiados por seu princípio da prudência.
5- Conservadores prestam atenção ao princípio da diversidade.
6- Conservadores se purificam por seu princípio da imperfeição.
7- Conservadores são convencidos de que a liberdade e a propriedade são intimamente relacionadas.
8- Conservadores suportam ações comunitárias voluntárias, tanto quanto se opõem ao coletivismo involuntário.
9- O conservador percebe a necessidade de prudentes restrições ao poder e às paixões humanas.
10- O pensador conservador compreende que essas permanências e mudanças devam ser reconhecidas e reconciliadas em uma sociedade vigorosa.
THE RUSSEL KIRK CENTER for Cultural Reneweal: www.kirkcenter.org
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Quem pensa (demais), não casa
Artigo longo, mas bem interessante.
"Não adianta ficar pensando indefinidamente, porque a pessoa do outro é inesgotável diante do cogitar. Por mais que faça, não é possível entrar na equação do outro, totalmente, com o sinal do conhecer."
http://permanencia.org.br/drupal/node/526
"Não adianta ficar pensando indefinidamente, porque a pessoa do outro é inesgotável diante do cogitar. Por mais que faça, não é possível entrar na equação do outro, totalmente, com o sinal do conhecer."
http://permanencia.org.br/drupal/node/526
domingo, 21 de outubro de 2012
Homens preferem as "tradicionais"
http://omarxismocultural.blogspot.com.br/2012/10/homens-preferem-mulheres-mais.html
"Aparentemente 60 anos de engenharia social tendo em vista a transformação da mulher numa cópia do homem esbarraram nas restrições biológicas e psicológicas do ser humano."
"Aparentemente 60 anos de engenharia social tendo em vista a transformação da mulher numa cópia do homem esbarraram nas restrições biológicas e psicológicas do ser humano."
sábado, 20 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Candidatos 2012
Lista de nomes bizarros de candidatos das eleições deste ano (citadas pelo Olavo no True Outspeak de 17/10/2012):
- Jorginho do Bafo;
- Ramiro Burro Fujão;
- Peixe Podre;
- Ademir Mensalão;
- Divino Bosta de Vaca;
- Arnóbio Gostosinho;
- Homem-cueca;
- Sovaco;
- Cheiro do Povão;
- Wilson do Saco Torto;
- Marcelinho Bandido;
- Chulé;
- Piriguete;
- Cagado;
- Piroca;
- Pedro Cacetinho;
- Furúnculo Maligno;
- Cocô.
sábado, 13 de outubro de 2012
Wallpapers for everyone
Pra quem gosta de variar a tela de fundo da desktop, esse me parece ser o site definitivo:
http://wallbase.cc/random
A variedade é imensa e pode-se aplicar filtros, eliminando imagens de baixa qualidade, nudez e violência leve/pesada, tranqueiras orientais, etc.
Dá pra filtrar por resoluções também. Bom, deem uma olhada.
http://wallbase.cc/random
A variedade é imensa e pode-se aplicar filtros, eliminando imagens de baixa qualidade, nudez e violência leve/pesada, tranqueiras orientais, etc.
Dá pra filtrar por resoluções também. Bom, deem uma olhada.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
São João Crisóstomo, no séc. IV
“Deveríamos buscar os reis e príncipes para consertarem as desigualdades entre os ricos e os pobres? Deveríamos exigir que soldados viessem e tomassem o ouro do rico para distribuir entre os seus próximos destituídos? Deveríamos implorar ao imperador para que crie um imposto para os ricos, tão grande que os reduza ao nível dos pobres, e então compartilhe o que foi coletado por este imposto entre todos? A igualdade imposta pela força não produziria nada, e faria muito mal. Aqueles que possuem ao mesmo tempo corações cruéis e mentes astutas logo encontrariam formas de enriquecerem novamente.
Pior ainda, o rico cujo ouro foi tomado sentiria-se amargurado e ressentido, enquanto o pobre que recebe o ouro das mãos dos soldados não sentiria gratidão, porque não teria sido a generosidade que originou o presente. Longe de trazer qualquer benefício moral para a sociedade, iria, isso sim, trazer um grande mal moral. A justiça material não pode ser obtida à base de força. Não haveria mudança de coração. O único modo de alcançar a verdadeira justiça é mudar o coração das pessoas primeiro – e então elas irão alegremente compartilhar sua riqueza.”
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Pela razão
** Relevante deixar claro aqui que o objetivo deste post não é converter ninguém, apenas explicar algo que de vez em quando me perguntam. Cada um faz o que bem entender com o exposto adiante ;) **
Passei alguns dias remoendo como
faria este post. Resolvi não perder tempo e nem incomodar os leitores falando
de minha experiência pessoal de conversão, pois, por ser pessoal, não fará
sentido pra quem não vivenciou o mesmo. Afinal, como dizia o poeta:
“A lágrima é um silêncio guardado
pela alma,
Que se solta simplesmente por
partir,
E querer explicá-la com palavras,
É cantar saudades a quem não
sabe sentir.”
Ou como disse o professor Olavo:
"Somente a consciência individual do agente dá testemunho dos atos sem
testemunha, e não há ato mais desprovido de testemunha externa do que o ato de
conhecer”.
Assim sendo, atemo-nos ao que
interessa, que é o fato de ter me convertido pela razão, coisa que me soava
absurda e digna de troça quando comentavam comigo. Já fiz um post baseado em
mim e num amigo onde explicava o que nos levava e nos mantinha no ateísmo, que
foi minha condição por 16 anos. Fui um ateu bem atuante até, sempre me metendo
em discussões em fóruns e saindo vencedor na maioria das situações. Hoje
percebo que vencia por ter melhor retórica, não por ter razão. Era um
relativista, sempre podia fazer voltas e mais voltas em torno dum argumento sem
chegar a lugar nenhum. Olhando pra trás, vejo o quão desonesto era, o quanto
apelava pra falácias, em especial a do espantalho, onde se cria uma caricatura
do argumento apresentado e a destrói com facilidade, agindo, então, como se
tivesse destruído o argumento do qual a caricatura foi feita. Não façam isso,
crianças, é muito feio.
Bom, deixando esse lero-lero todo de lado, vamos a
alguns raciocínios LÓGICOS, coisas sobre as quais temos que pensar de forma
honesta se quisermos realmente chegar a algum lugar.
Em primeiro lugar, é importante
entender que TODOS tem fé nalguma coisa. Me diziam isso antigamente e achava
uma tolice, mas é só uma questão de entender que fé não se limita à
espiritualidade, mas a quase tudo que se “sabe”, além de ser sempre baseada
nalguma evidência. A diferença entre o tradutor e o tradutor juramentado, por
exemplo, é que o segundo possui a fé pública, o que ele traduz é considerado
certo por todos, afinal conseguiu passar num concurso bem disputado e difícil.
Você tem fé de que quando abrir a janela o mundo ainda estará lá fora e
acredita nisso baseado no fato de que viu isso acontecer todos os dias de sua
vida. Assim sendo, a fé que temos no espiritual, no metafísico, no “invisível”,
não é baseada em achismos, mas numa sólida base racional e, em parte, acredite
ou não, no empirismo.
Estando isso claro, falemos de
algo que, pra mim, foi fundamental para entender que eu era um ignorante por
afirmar que a vida humana era um simples acidente físico-químico e não passava
disso.
“A vida não é o oposto da morte.
A morte é o oposto do nascimento. A vida é eterna.”
Pra entender isso, é importante
compreender que nossa consciência não está no cérebro, não depende dele. Uma
das evidências disso é a quantidade imensa de relatos de pessoas que estavam
clinicamente mortas, sem nenhuma atividade cerebral, voltaram e mostraram que
estavam conscientes de tudo que acontecia ao seu redor. No post sobre o
Anathema tem um desses relatos, mas deixo aqui dois vídeos, em inglês e sem
legendas, com diversos desses depoimentos e todos muito interessantes:
Reparem que os relatos possuem
pequenas diferenças (um viu o próprio corpo, outro não), mas, em geral, são
muito coerentes. Lembro que atacava esse tipo de caso dizendo que eram delírios
de uma mente moribunda, mas como explicar o caso daquela pessoa (não lembro do
nome) que deixou seu corpo e viu coisas que simplesmente não poderia ter visto de outra forma, como um sapato no
teto do hospital e, quando foram checar, o sapato estava lá mesmo?
Se nossa consciência independe de
nosso corpo, nós não somos corpos. O que somos, então?
“Se o ser humano não é um ser
imaterial a viver num corpo físico, então a noção de “livre arbítrio” é uma
ilusão uma vez que o que governa a matéria são as forças da natureza. Se essas
mesmas forças governam as nossas decisões, então nós somos apenas forçados a
agir segundo aquilo que as forças da natureza fazem no nosso corpo.
Se nós não somos a alma, então nós não somos livres para escolher o nosso comportamento e, portanto, as prisões deveriam ser abertas e todos os presos libertos uma vez que eles não são culpados por agirem como agiram.”
Se nós não somos a alma, então nós não somos livres para escolher o nosso comportamento e, portanto, as prisões deveriam ser abertas e todos os presos libertos uma vez que eles não são culpados por agirem como agiram.”
Há outros argumentos nesse
sentido, alguns baseados apenas em lógica, mas não quero me alongar nesse
ponto, pois os exemplos acima me parecem suficientes. Se alguém quiser mais
explicações, que me procure por e-mail.
Falemos das implicações disso...
Se a vida não termina com a morte do corpo, se continuamos a existir, se somos
a alma, se torna inválida a idéia que eu defendia quando ateu: “somos só genes
se reproduzindo, somos a simples vontade de existir e continuar existindo. O
sentido da vida é a reprodução e só”. Ora,
se assim fosse, por que continuaríamos a existir depois da morte do corpo
físico? Simplesmente não faria sentido. E falando em sentido...
A pergunta que todo mundo já se fez um dia é “de onde veio o
Universo?”. Era um tópico sobre o qual evitava pensar porque o ateísmo
simplesmente não se sustenta de forma alguma aqui. Temos duas opções: o
Universo surgiu do nada, espontaneamente; ou foi criado. Não é necessário ser um grande gênio pra saber
que o nada é incapaz de produzir qualquer coisa. O nada, por definição, não
pode passar a ser outra coisa sem influências externas. A Teoria do Big Bang, tão
idolatrada pelos fãs da ciência, não tem como se sustentar sozinha, pois o vazio não
poderia produzir matéria, expandi-la, gerar toda a existência e ordem (diga-se
de passagem, quem desenvolveu essa teoria foi um padre). Seria necessário uma causa-primeira para gerar a matéria/energia e iniciar a expansão, então...
Sobrou-nos a segunda alternativa. Algo ou alguém criou o
Universo, começou a tal explosão inicial. Algo ou alguém de inteligência e poder
infinitos, pois a ordem que se observa no Universo é incrível. A matemática, as
leis da física, tudo tão organizado, complexo e perfeito. E não, essas coisas
não são concepções humanas, elas já existiam antes de nós. Apenas as
reconhecemos e lhes demos nomes.
Esse algo ou alguém, chamamos de Deus.
“Para demonstrar que Deus não
existe, seria necessário que aquilo a que vocês chamam ciência descobrisse um
elemento primordial desprovido de causa, que existisse por si mesmo, e cuja
presença explicasse todo o resto e abolisse todas as dúvidas, e é justamente a
esse elemento que nós chamamos Deus.” – André Frossard, sucessor de René
de Castries na Academia Francesa
E assim, amiguinhos, eu abandonei o ateísmo e me tornei
teísta através da razão. Daí pro cristianismo foi um passo, mas isso é outra
história...
Santo Agostinho II
"Tarde te amei, Beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro de mim, e eu lá fora, a te procurar! Eu, disforme, me atirava à beleza das formas que criaste. Estavas comigo, e eu não estava em ti. Retinham-me longe de ti aquilo que nem existiria se não existisse em ti. Tu me chamaste, gritaste por mim, e venceste minha surdez. Brilhaste, e teu esplendor afugentou minha cegueira. Exalaste teu perfume, respirei-o, e suspiro por ti. Eu te saboreei, e agora tenho fome e sede de ti. Tocaste-me, e o desejo de tua paz me inflama."
Gênio.
Gênio.
domingo, 7 de outubro de 2012
A Marcha do Vadio, ou: Soneto do novo Calígula
O imperador devasso
ressuscita no Brasil e faz o maior sucesso.
Pelado e altivo, sairei
pelas praças
Com meu peru à mostra,
ereto e duro,
E mandarei marcar com ferro
em brasa
Quem nele veja algo de feio
e impuro.
Do alto dos templos tocarei
punheta
E por força de lei será proibido
Conjeturar que há nisso
troça ou treta
Ou coisa de maluco
pervertido.
Mostrar o pau em público é um direito,
O cume da moral e da
beleza,
Ao qual ninguém pode negar
respeito.
Sou o novo paradigma, pois
tarado
É quem sente conforme a
natureza
Em vez de ceder tudo à moda
e ao Estado.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Dona Martinha
Tá pra nascer bicho mais cínico do que essa grandiosíssima filha da puta:
http://www.boainformacao.com.br/2012/10/nao-e-racismo-e-acao-afirmativa-diz-marta-suplicy-sobre-editais-para-negros/
E assim se recria o Apartheid, gerando a desunião do povo e colocando uns contra os outros. "Dividir e conquistar".
http://www.boainformacao.com.br/2012/10/nao-e-racismo-e-acao-afirmativa-diz-marta-suplicy-sobre-editais-para-negros/
E assim se recria o Apartheid, gerando a desunião do povo e colocando uns contra os outros. "Dividir e conquistar".
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Olavão
"As pessoas não sabem escrever e não sabem que não sabem.[...]
Então, o quê que adianta discutir com essas pessoas?
Eu não posso num curso de uma discussão curar um sujeito. Olha, tem uma deficiência mental, porque isso aqui cria um problema neurológico, meu filho.
Então, o quê que adianta discutir com essas pessoas?
Eu não posso num curso de uma discussão curar um sujeito. Olha, tem uma deficiência mental, porque isso aqui cria um problema neurológico, meu filho.
Eu não posso curar você num curso de uma discussão. Então eu não posso provar as coisas que eu estou dizendo porque você não tem capacidade de você apreender o que eu estou dizendo. Você vai entender outra coisa, em outro nivel, vai fazer uma confusão dos diabos, e vai ficar muito brabo com o que eu estou falando -- porque as pessoas sempre ficam brabinhas, é?
Então discutir não dá. Curar você também não dá. Então, o quê que eu posso fazer? Eu posso mandar você tomar no cu. Por que que eu faço isso? Porque talvez você fique chocado, e daí a sua raiva aumenta. Quando a sua raiva aumenta, você entra num estado de "crise existencial", e talvez na crise existencial você pense: "Opa, talvez o errado seja eu. Talvez eu possa tentar." Não mudar de ideia! Não estou querendo mudar sua opinião, desgraçado! Eu estou querendo que você entre num plano de normalidade humana, de sanidade. Tipo: "Seja feliz e não encha o saco". É isso o que eu quero."
[prof. Olavo de Carvalho, True Outspeak, 26.09.2012 +-31:50]
Então discutir não dá. Curar você também não dá. Então, o quê que eu posso fazer? Eu posso mandar você tomar no cu. Por que que eu faço isso? Porque talvez você fique chocado, e daí a sua raiva aumenta. Quando a sua raiva aumenta, você entra num estado de "crise existencial", e talvez na crise existencial você pense: "Opa, talvez o errado seja eu. Talvez eu possa tentar." Não mudar de ideia! Não estou querendo mudar sua opinião, desgraçado! Eu estou querendo que você entre num plano de normalidade humana, de sanidade. Tipo: "Seja feliz e não encha o saco". É isso o que eu quero."
[prof. Olavo de Carvalho, True Outspeak, 26.09.2012 +-31:50]
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Anathema
Anathema é uma banda da qual gosto muito desde meus, sei lá, 15 anos e, felizmente, foi se tornando muito melhor com o tempo. Começou como mais uma banda de doom genérica, mas depois de tantos anos foi virando algo único.
Não costumo falar de música aqui, salvo exceções, mas estava ouvindo o disco mais recente deles e me deparei com algo que merece demais ser compartilhado.
Essa música contém um depoimento de Joe Geraci, que teve uma experiência de quase morte há uns 30 anos. Traduzo aqui o trecho dele:
"E sentia que estava indo embora. Estava com muita dor. Era uma experiência tão assustadora que comecei a apagar. Me sentia indo embora, e lembro que tentei aguentar, 'vou ficar bem, vou ficar bem' e chegou num ponto onde não dava mais.
E tudo começou a silenciar e lembro que com minhas últimas forças queria me despedir de minha esposa. Era importante pra mim.
E o fiz, lembro que virei a cabeça e olhando pra ela disse "eu vou morrer', 'adeus, Joan', e o fiz...
E foi aí que tive... tive o que chamamos de experiência de quase morte, mas não tinha nada de quase, ela estava lá mesmo.
Era uma imersão total em luz, brilho, calor, paz, segurança.
Não saí de meu corpo, não vi meu corpo nem ninguém mais... Só entrei imediatamente naquela bela luz.
É difícil descrever, na verdade é impossível descrever, verbalmente não dá pra expressar, é algo que se torna você e você se torna esse algo.
Posso dizer que eu era paz, eu era amor, eu era o brilho, era parte de mim.
(...)
Era tão bonito.
Era a eternidade, é como se eu sempre estivesse lá, e sempre estarei, como se minha existência na Terra tivesse sido apenas um breve momento...
Posso dizer que eu era paz, eu era amor, eu era o brilho, era parte de mim."
- Joe Geraci, 1981
Depois de ouvir essa pérola, achei uma entrevista com o principal compositor da banda e reproduzo aqui o final dela, que achei relevante e tem a ver, de certa forma, com coisas que abordo aqui de vez em quando.
(falando sobre os discos, auto-conhecimento e espiritualidade) "(...) É meu jeito de fazer as coisas, meu jeito de trabalhar, produzir arte. Se essa coisa é real, se dimensões mais elevadas existem, se a consciência sobrevive à morte, essa é a coisa mais única e importante do universo pra nós. As implicações são vastas. Significa que existe uma resposta e existe uma razão, e significa que existe um amor e uma beleza inacreditáveis no mundo, e um sentido por trás desse amor. É uma questão fundamental da vida e algo pelo qual me interesso muito, algo pro qual estou aberto, porque acho que algumas das experiências que tive não podem ser explicadas logicamente."
Não costumo falar de música aqui, salvo exceções, mas estava ouvindo o disco mais recente deles e me deparei com algo que merece demais ser compartilhado.
Essa música contém um depoimento de Joe Geraci, que teve uma experiência de quase morte há uns 30 anos. Traduzo aqui o trecho dele:
"E sentia que estava indo embora. Estava com muita dor. Era uma experiência tão assustadora que comecei a apagar. Me sentia indo embora, e lembro que tentei aguentar, 'vou ficar bem, vou ficar bem' e chegou num ponto onde não dava mais.
E tudo começou a silenciar e lembro que com minhas últimas forças queria me despedir de minha esposa. Era importante pra mim.
E o fiz, lembro que virei a cabeça e olhando pra ela disse "eu vou morrer', 'adeus, Joan', e o fiz...
E foi aí que tive... tive o que chamamos de experiência de quase morte, mas não tinha nada de quase, ela estava lá mesmo.
Era uma imersão total em luz, brilho, calor, paz, segurança.
Não saí de meu corpo, não vi meu corpo nem ninguém mais... Só entrei imediatamente naquela bela luz.
É difícil descrever, na verdade é impossível descrever, verbalmente não dá pra expressar, é algo que se torna você e você se torna esse algo.
Posso dizer que eu era paz, eu era amor, eu era o brilho, era parte de mim.
(...)
Era tão bonito.
Era a eternidade, é como se eu sempre estivesse lá, e sempre estarei, como se minha existência na Terra tivesse sido apenas um breve momento...
Posso dizer que eu era paz, eu era amor, eu era o brilho, era parte de mim."
- Joe Geraci, 1981
Depois de ouvir essa pérola, achei uma entrevista com o principal compositor da banda e reproduzo aqui o final dela, que achei relevante e tem a ver, de certa forma, com coisas que abordo aqui de vez em quando.
(falando sobre os discos, auto-conhecimento e espiritualidade) "(...) É meu jeito de fazer as coisas, meu jeito de trabalhar, produzir arte. Se essa coisa é real, se dimensões mais elevadas existem, se a consciência sobrevive à morte, essa é a coisa mais única e importante do universo pra nós. As implicações são vastas. Significa que existe uma resposta e existe uma razão, e significa que existe um amor e uma beleza inacreditáveis no mundo, e um sentido por trás desse amor. É uma questão fundamental da vida e algo pelo qual me interesso muito, algo pro qual estou aberto, porque acho que algumas das experiências que tive não podem ser explicadas logicamente."
domingo, 30 de setembro de 2012
Balelas sobre a Inquisição
O número de balelas que circulam a respeito da Inquisição é assombroso. Elas constituem uma capítulo importante do fabulário popular — do “senso comum”, diria Gramsci— que sustenta a crença na superioridade do mundo moderno e de seus intelectuais. Eis algumas:
1 - [[A Inquisição atrasou o desenvolvimento científico, proibindo a circulação dos livros que traziam novas descobertas.]] Basta examinar o "Index Librorum Prohibitorum" para verificar que nele não consta nenhuma das obras de Copérnico, Kepler, Newton, Descartes, Galileu, Bacon, Harvey e tutti quanti.
A Inquisição examinava apenas livros de interesse teológico direto, que nada poderiam acrescentar ao desenvolvimento da ciência moderna. ( Em caso de dúvida, leia-se A Inquisição, por G. Testas e J. Testas v. Bibliografia no fim deste volume. )
2 - [[Giordano Bruno foi um mártir da ciência, condenado pela Inquisição por defender teorias científicas.]] Giordano Bruno não fez nenhuma descoberta, nenhuma observação, nenhum experimento científico.
Nem sequer estudou as ciências modernas, física, astronomia, biologia ou matemática. As disciplinas que lecionava eram tipicamente medievais: lógica, gramática e retórica o trivium. Ele desprezava a nova mentalidade matemática, e todos os cientistas matematizantes, de Galileu a Descartes, mostraram a maior indiferença pela sua obra, cujo maior mérito é justamente o de ter antecipado muito do que hoje podemos dizer contra a ciência moderna (v. Paul-Henri Michel, La Cosmologie de Giordano Bruno, Paris, Hermann,
1975. ).
Ele não foi condenado por defender teorias científicas, mas por prática de feitiçaria, que na época era crime. Não sei se a acusação era procedente, provavelmente não era, mas aos que julguem um absurdo preconceito de eras pretéritas imputar à feitiçaria, de modo geral, qualquer caráter criminoso, recomendo a leitura do ensaio de Claude Lévi-Strauss, “O Feiticeiro e sua Magia” (em Antropologia Estrutural, trad. Chaim Samuel Katz e Eginardo Pires, Rio, Tempo Brasileiro, 1975 ), sobre a realidade das mortes por enfeitiçamento. — Para completar, a pesquisa histórica mais recente revelou que Bruno esteve muito provavelmente envolvido em atividades de espionagem contra a Igreja Católica (v. John Bossy, Giordano Bruno e o Mistério da Embaixada, trad. Eduardo Francisco Alves, Rio, Ediouro, 1993).
3 - [[A Inquisição instituiu a perseguição aos judeus.]]
As matanças de judeus, promovidas por devedores espertos ou por monges fanáticos, eram um hábito consagrado na Península Ibérica. Não conseguindo reprimir a ralé enfurecida, o Rei de Portugal pediu que o Santo Ofício se incumbisse dos processos por usura, de modo a tirar qualquer pretexto que legitimasse as atrocidades dos “justiceiros populares”.
Instituindo os processos regulares, a Inquisição controlou e enfim extinguiu as matanças.
É verdade que a Inquisição se mostrou preconceituosa contra os judeus, mas se em vez de julgá-la por um padrão moral abstrato e utópico a comparamos com as alternativas reais existentes na época, entendemos que ela foi um mal menor: a única alternativa era o massacre ( v. Alexandre Herculano, op. cit. ).
4 - [[A Inquisição instituiu a tortura generalizada.]] A tortura era considerada um procedimento legítimo e praticada em toda parte desde a Grécia antiga. Durante quase toda a Idade Média, caiu em desuso, sendo reintroduzida na justiça civil graças à redescoberta — tipicamente renascentista — dos textos das antigas leis romanas. O que a Inquisição fez foi seguir o uso então vigente na justiça civil, mas limitando-o severamente, não permitindo que o acusado fosse torturado mais de uma vez e proibindo ferimentos sangrentos ( v. Testas, op. cit. ).
Deve-se portanto à Inquisição o primeiro passo efetivo que se deu contra o
uso da tortura, o que deveria ser considerado um marco na história dos direitos humanos. A tortura ilimitada
foi depois reintroduzida pelos comunistas, na Rússia, sendo seu exemplo imitado em seguida pelos nazistas e fascistas.
5 - [[O processo de Galileu foi um caso de perseguição inquisitorial.]] Bem ao contrário, o processo foi uma pizza, uma farsa concebida pelo Papa padrinho de Galileu para que seu protegido se livrasse de um grupo de inquisidores fanáticos mediante uma simples declaração oral sem efeitos práticos, após a qual ele pôde continuar divulgando suas idéias sem que ninguém voltasse a incomodá-lo ( v. Pietro Redondi, Galileu Herético, trad. Júlia Mainardi, São Paulo, Companhia das Letras, 1991 ).
Os philosophes de modo geral não ignoram essas coisas, mas falar delas não é bom para a sua saúde e suscitaria desconforto na platéia. Associar, assim, Idade Média com Inquisição, e sobretudo filosofia medieval com Inquisição, é um descalabro cronológico equivalente ao de apontar Fernando Henrique Cardoso como ministro da Fazenda de D. João VI.
CARVALHO, Olavo de. 'O Jardim das Aflições'. Ed. Topbooks. Rio de Janeiro, 1998.
A tal empatia
Do dicionário online Priberam:
empatia
(grego empátheia, -as, paixão)
De forma mais prática, é a capacidade de se colocar no lugar do outro, tentando entender o que ele sente e por que sente, criando uma ligação entre ambos.
Sendo crucial para qualquer relação humana em que não haja opressor e oprimido, é uma qualidade muitas vezes esquecida e, pensando sobre ela hoje, me dei conta de que só pode haver empatia quando houver auto-conhecimento. Conhecendo a si mesmo, compreende-se os diferentes estímulos e seus resultados, percebendo-os, então, nos outros, permitindo essa ligação com os que nos cercam, tornando-nos mais compreensivos e caridosos.
Aí vem a pergunta clássica: o quanto você se conhece? Já experimentou sentar-se em frente a um espelho e descrever-se? "Olá, sou o Fulano, sou assim, sou assado, tenho esse e aquele defeitos, faço tal coisa por tal motivo, acredito nisso e naquilo por isso e por aquilo, deixo de fazer tal e tal coisa por covardia, faço tal e tal coisa para obter atenção, etc".
Sei que alguns morreriam ao fazê-lo, tamanha sua miséria interior. Outros, talvez, entendam melhor a si mesmos e, por extensão, passem a entender seu próximo.
empatia
(grego empátheia, -as, paixão)
s. f.
Forma de identificação intelectual ou afectiva de um sujeito com uma pessoa, uma ideia ou uma coisa.
De forma mais prática, é a capacidade de se colocar no lugar do outro, tentando entender o que ele sente e por que sente, criando uma ligação entre ambos.
Sendo crucial para qualquer relação humana em que não haja opressor e oprimido, é uma qualidade muitas vezes esquecida e, pensando sobre ela hoje, me dei conta de que só pode haver empatia quando houver auto-conhecimento. Conhecendo a si mesmo, compreende-se os diferentes estímulos e seus resultados, percebendo-os, então, nos outros, permitindo essa ligação com os que nos cercam, tornando-nos mais compreensivos e caridosos.
Aí vem a pergunta clássica: o quanto você se conhece? Já experimentou sentar-se em frente a um espelho e descrever-se? "Olá, sou o Fulano, sou assim, sou assado, tenho esse e aquele defeitos, faço tal coisa por tal motivo, acredito nisso e naquilo por isso e por aquilo, deixo de fazer tal e tal coisa por covardia, faço tal e tal coisa para obter atenção, etc".
Sei que alguns morreriam ao fazê-lo, tamanha sua miséria interior. Outros, talvez, entendam melhor a si mesmos e, por extensão, passem a entender seu próximo.
Dia da Blasfêmia
Hoje, dia 30 de Setembro, é o tal "dia da blasfêmia". Fiz uma pequena busca no Google e apareceram diversos sites ateus falando a respeito, dizendo se tratar de liberdade de expressão e aquele blablabla esquerdista de sempre (quando é contra eles, é crime de ódio; contra os outros, liberdade de expressão).
Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:
Pena – detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.
Parágrafo único – Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.
Pois é, gurizada. Isso aí é crime. Mas na boca de seus praticantes é "liberdade de expressão". Imaginem agora se fizéssemos o Dia do Racismo, onde todo mundo estaria liberado para discriminar e humilhar negros, índios, etc. Ou o Dia da Pedofilia, onde estaríamos livres para expressar o amor "inter-geração".
Lembrando que o ultraje a culto é prática comum em paradas gays e, pelo que me consta, nalgumas festas em casas noturnas.
Ahpaputaquepariu...
Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:
Pena – detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.
Parágrafo único – Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.
Pois é, gurizada. Isso aí é crime. Mas na boca de seus praticantes é "liberdade de expressão". Imaginem agora se fizéssemos o Dia do Racismo, onde todo mundo estaria liberado para discriminar e humilhar negros, índios, etc. Ou o Dia da Pedofilia, onde estaríamos livres para expressar o amor "inter-geração".
Lembrando que o ultraje a culto é prática comum em paradas gays e, pelo que me consta, nalgumas festas em casas noturnas.
Ahpaputaquepariu...
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Sinal de vida
O blog anda meio paradão, mas não morreu. Só ando meio ocupado com outras coisas, coisas boas, e digerindo algumas ideias que, futuramente, serão postas aqui.
Aguardem ;)
Aguardem ;)
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
E começou...
Já comentei aqui no blog, meses atrás, que isso ia acabar acontecendo.
http://ohomossexualismo.blogspot.com.br/2012/09/mulher-quer-usar-os-argumentos-dos.html
Taí. Parabéns, seus imbecis.
http://ohomossexualismo.blogspot.com.br/2012/09/mulher-quer-usar-os-argumentos-dos.html
Taí. Parabéns, seus imbecis.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Vinte de Setembro
Já me importei mais com a data. Hoje nem tanto, mas ainda a respeito, principalmente pelos meus antepassados farroupilhas e maragatos. Pra não dizer que não dei atenção:
"Cada garrucha é uma boca gritando
Que os tauras não vão se entregar
Quem for farrapo dirá
Quem for farrapo sempre será"
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Os 5 Arrependimentos dos Moribundos
Estava cá a ouvir alguns episódios do início do ano do True Outspeak e me deparei com isso aqui, que achei bem relevante pro blog (texto foi tirado da internet mesmo, pois não estava a fim de escrever eu mesmo - sim, sou um imprestável):
Bronnie Ware é um enfermeira que passou muitos anos trabalhando com cuidados paliativos, cuidando de pacientes em seus últimos três meses de vida. Ela conta que os pacientes ganharam uma clareza de pensamento incrível no fim de suas vidas e que podemos aprender muito desta sabedoria.
"Quando questionados sobre desejos e arrependimentos, alguns temas comuns surgiam repetidamente", disse Bronnie ao jornal britânico "The Guardian".
Confira a lista e os comentários da enfermeira:
1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse
"Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos e têm de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomaram, ou não tomaram. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais."
2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto
"Eu ouvi isso de todo paciente masculino que eu trabalhei. Eles sentiam falta de ter vivido mais a juventude dos filhos e a companhia de seus parceiros. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho."
3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos
"Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, ele se acomodaram em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eles realmente eram capazes de ser. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e resentimento que eles carregavam."
4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos
"Frequentemente eles não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até eles chegarem em suas últimas semanas de vida e não era sempre possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que eles deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos. Tiveram muito arrependimentos profundos sobre não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo."
5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz
"Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso 'conforto' com as coisas que são familiares O medo da mudança fez com que ele fingissem para os outros e para si mesmos que eles estavam contentes quando, no fundo, eles ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo."
O mais interessante ao meu ver - e do Olavo também - é que o principal arrependimento dessas pessoas se refere àquilo que eu vivo citando como sendo crucial na vida de todos: sinceridade. Ou a falta dela.
Bronnie Ware é um enfermeira que passou muitos anos trabalhando com cuidados paliativos, cuidando de pacientes em seus últimos três meses de vida. Ela conta que os pacientes ganharam uma clareza de pensamento incrível no fim de suas vidas e que podemos aprender muito desta sabedoria.
"Quando questionados sobre desejos e arrependimentos, alguns temas comuns surgiam repetidamente", disse Bronnie ao jornal britânico "The Guardian".
Confira a lista e os comentários da enfermeira:
1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse
"Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos e têm de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomaram, ou não tomaram. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais."
2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto
"Eu ouvi isso de todo paciente masculino que eu trabalhei. Eles sentiam falta de ter vivido mais a juventude dos filhos e a companhia de seus parceiros. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho."
3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos
"Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, ele se acomodaram em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eles realmente eram capazes de ser. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e resentimento que eles carregavam."
4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos
"Frequentemente eles não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até eles chegarem em suas últimas semanas de vida e não era sempre possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que eles deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos. Tiveram muito arrependimentos profundos sobre não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo."
5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz
"Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso 'conforto' com as coisas que são familiares O medo da mudança fez com que ele fingissem para os outros e para si mesmos que eles estavam contentes quando, no fundo, eles ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo."
O mais interessante ao meu ver - e do Olavo também - é que o principal arrependimento dessas pessoas se refere àquilo que eu vivo citando como sendo crucial na vida de todos: sinceridade. Ou a falta dela.
sábado, 15 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Dívida interna e externa
Muito elucidativo. Todo petista (e anti-petista) deveria ler.
"Você ouve falar em DÍVIDA EXTERNA e DÍVIDA INTERNA em jornais e TV
e não entende direito. Vamos explicar a seguir:
DÍVIDA EXTERNA = é como uma dívida que você deve para bancos e outras pessoas...
DÍVIDA INTERNA = é como uma dívida que você deve para sua mãe, pai ou parente...
Quando LULA assumiu o Brasil, em 2002, os montantes eram:
* dívida externa 212 Bilhões
* dívida interna 640 Bilhões
* Total de dívidas: 852 Bilhões
Em 2007 Lula disse que tinha pago a dívida externa. E é verdade.
Só que ele não explicou que, para pagar a externa, ele aumentou a interna!
Em 2007, no governo Lula:
* Dívida Externa = 0
* Dívida Interna = 1 Trilhão e 400 Bilhões
* Total de dívidas = 1 Trilhão e 400 Bilhões
Ou seja, a dívida externa foi paga, mas a dívida interna mais do que dobrou.
Agora, em 2010, você pode perceber que não se vê mais na TV e em jornais algo dito que seja convincente sobre a Dívida Externa quitada.
Sabe por quê?
Porque ela voltou.
Em 2010:
* Dívida Externa= 240 Bilhões
* Dívida Interna = 1 Trilhão e 650 Bilhões
* Total de dívidas = 1 Trilhão e 890 Bilhões
Ou seja, a dívida do Brasil aumentou em 1 Trilhão no governo Lula.
Daí é que vem o dinheiro para o PAC, bolsa família, bolsa educação, bolsa faculdade, bolsa cultura, bolsa para presos, dentre outras bolsas...
Não é com dinheiro de crescimento; é com dinheiro de ENDIVIDAMENTO, o que é preocupante.
Autor: Waldir Serafim
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Algo antigo
Nem sempre fui o mancebo feliz e cercado de pessoas agradáveis que sou hoje. Houve tempos nebulosos onde a única companhia era a escrita. Daqueles tempos, ressuscito esse texto aí, pois sei que alguns hão de se identificar de uma forma ou de outra:
Aquele Estranho
Sabe quando
criamos o hábito de passar sempre pelo mesmo lugar e acabamos vendo uma mesma
pessoa sempre, até nos familiarizarmos com ela, embora continuemos sendo
estranhos um para o outro? Acontece comigo. Sempre que passo por um... Nem sei
direito que lugar é aquele, acho que é uma espécie de agência de seguros ou
algo assim. Paredes branquinhas, bem limpas, várias mesas e sempre tem todo
tipo de pessoa sentada lá dentro. Bom, voltando... Sempre que passo pela tal
agência eu olho pelo vidro e vejo o mesmo sujeito todos os dias. Ele não sabe
que eu existo e, se sabe, não faz a menor idéia de quem sou, quais são meus
sonhos, meus planos, meus amores e desafetos. Sou só um cara que ele vê às
vezes. Na verdade, é recíproco. Ele está sempre ocupado com seus próprios
pensamentos, tem um olhar meio vago, quase perdido... Como se sentisse falta de
algo que era, mas já não é mais.
Acho que é
como quando já estamos crescidos e lembramos de algo que gostávamos na
infância, mas que agora parece tão bobo. A lembrança vem cheia de doçura, até
rimos sozinhos, mas logo percebemos que se trata de algo que não volta mais e,
ao mesmo tempo, nos sentimos crescidos demais para sentir falta daquilo. As
boas memórias da infância acabam virando um misto de nostalgia, amargura e
culpa. Sim, bate a culpa por causa daquela “ojeriza” que vem junto com a
saudade, entende?
Talvez ele
sinta falta de algum amor que se foi. Todo mundo deve sentir isso alguma vez na
vida, não? Talvez ele lembre de bons momentos que vivenciou. Talvez sinta culpa
por pequenos defeitos terem sido tão valorizados, gerando aquelas brigas
desnecessárias e que o fizeram rir depois de um tempo. Ou talvez o amor tenha
morrido nele, magoando outra pessoa na qual o sentimento ainda era forte,
transformando o que era belo em pura tristeza. Ou será que era solitário?
Talvez ele chegue em casa todos os dias e diga ‘cheguei’ para ninguém ouvir,
fique horas sentado no sofá sem fazer nada diante da TV e depois vá dormir,
sentindo aquele frio que só a solidão causa e que nem todo fogo do Inferno
poderia aquecer.
Certa vez, vi
uma lágrima correndo no rosto dele. Uma só. Sabe o que isso significa, não?
Quando alguém briga, se emociona ou coisa assim, verte várias lágrimas, põe
tudo para fora. Mas quando é só uma é porque algo está bem errado. É comparável
a um vazamento na parede. Se a água jorra, é só desligar o registro e consertar
o encanamento. Mas quando ficam só aquelas poucas gotas escorrendo,
provavelmente a parede já está toda corroída por dentro, bastante frágil,
podendo ruir ao mais leve toque. Pergunto-me que tamanha tristeza gerou aquilo.
Será o vazio em sua vida que ele fingia não existir? Sim, pois uma das maiores
preocupações das pessoas é parecer bem mesmo quando o mundo desmorona. Mas os
olhos sempre acabam entregando tudo... E o olhar daquele estranho me dizia
muito. Talvez ele não consiga mais disfarçar o que sente, ou eu que me
acostumei com a linguagem daquele par de espelhos.
De uns tempos
para cá, aconteceu algo curioso. Comecei a ver aquele estranho em outros
lugares. Sim, o mesmo cara, o mesmo olhar, mas em lugares diferentes. Agora eu
não o vejo apenas no reflexo da vidraça daquela agência, mas enquanto escovo os
dentes e me barbeio também. Num final de semana desses, sentei-me à beira de um
lago num parque que gosto de freqüentar. Vi aquele estranho lá, refletido nas
águas, silencioso e distorcido. Às vezes, considero a idéia de
cumprimentar-lhe, puxar conversa, sei lá... Mas nunca sei o que dizer
exatamente. “Oi, tudo bem? A gente se conhece, mas ao mesmo tempo, não” ou “Ei,
como vai? Eu sei tudo a seu respeito, mas na verdade não sei absolutamente
nada.” Tenho vontade de ficar íntimo daquela figura, saber o que sente de fato,
o que anseia, o que o machuca tanto, mas tenho receio, medo até. Acho que acabaria
fazendo papel de palhaço... Sinto uma espécie de obrigação em fazê-lo, mas me
dói demais admitir pra mim mesmo que aquele estranho sou eu...
Dotô Viktor Frankl
"A rivalidade, tão temida dos ciumentos, pressupõe a possibilidade de o ser amado ser comparável com um rival qualquer; mas, no verdadeiro amor, nenhuma rivalidade ou concorrência é possível, pois o ser amado é sempre, para quem o ama, incomparável e, por conseguinte, hors concours."
"Assim, a aparência física do ser amado vem a constituir, para quem ama, o símbolo de algo que está por trás dela e se manifesta pelo que é externo sem no externo se esgotar."
- Viktor E. Frankl
"Assim, a aparência física do ser amado vem a constituir, para quem ama, o símbolo de algo que está por trás dela e se manifesta pelo que é externo sem no externo se esgotar."
- Viktor E. Frankl
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
domingo, 9 de setembro de 2012
O que leva ao ateísmo
A condição de ateu não é inerente ao ser humano e, na maioria dos casos, se trata de um estágio apenas. Há, claro, aqueles que afirmam ser livres por não terem fé num deus, mas invariavelmente adoram o mundo, coisas, pessoas, etc. Já abordei o tema idolatria aqui, então não vou me alongar.
E foi pensando nos meus 16 anos de ateu e noutros casos que conheço que resolvi fazer esse post. Por ora, consegui pensar em três coisas que levam ao ateísmo:
Falta de conhecimento/ignorância- desconhecendo princípios básicos de lógica, filosofia em geral e História, só sendo humilhado (de forma pedagógica, claro) pro sujeito entender seu erro. Durante muito tempo participei de debates com cristãos quando era ateu, mas meus interlocutores eram TÃO ruins e despreparados que não tinham a competência necessária para apontar meus erros. Essa é, talvez, a causa mais comum do ateísmo, pois vejo torrentes de posts no Fêicebuqui com acusações infundadas ao cristianismo, demonstrando uma falta incrível de conhecimento sobre o que quer que seja. Os que padecem deste mal tendem a idolatrar a ciência, mesmo não tendo a menor ideia do que seja método científico, e quanto mais ignorante forem, mais sábios se considerarão.
Conveniência- ou preguiça. Ninguém jamais afirmou a inexistência de Deus sem antes tê-la desejado. Não há estudo ou lógica que leve à essa conclusão, apenas e tão somente a vontade de quem a afirma. É mais fácil e confortável simplesmente ignorar o metafísico, o espiritual, o invisível, ocupando-se de atividades mundanas e distrações para evitar pensar no assunto.
Rebeldia- costuma vir acompanhada de uma ou mesmo das duas causas acima. Começa sempre na adolescência, mas nunca tem qualquer base sincera além da revolta pura e simples, seja pela própria infelicidade, impotência, sofrimento, solidão, incapacidade de reagir, etc. Os rebeldezinhos tendem a investir na própria imagem de mau e ler Nietzsche, o que consideram o suprassumo da filosofia, pois fala exatamente o que querem, massageando seus egos doentes.
Felizmente, as três causas têm cura. O primeiro passo é o diagnóstico ;)
sábado, 8 de setembro de 2012
Retrato de um esquerdista
Alguém lembra desse episódio?
Pois é, veja bem... Traduzindo o que o ilustre deputado disse (sem qualquer distorção de minha parte): o povo é ignorante (usou o eufemismo "desinformado"), Jean Wyllys (e aqueles que concordam com ele) não é. Esperar o que dum membro de um partido que tem "socialismo" e "liberdade" no nome, sendo as duas coisas absolutamente inversas?
"A população que não é devidamente informada, não é informada de maneira correta, de maneira precisa, vai aprovar..."
"A gente não pode deixar na mão de uma sociedade que não é bem informada determinados temas"
O que significa, na concepção dele, ser "corretamente informado", "informado de forma precisa"? A propaganda gayzista (ou de qualquer outra linha revolucionária) é qualquer coisa, menos informativa. Dados são descaradamente adulterados e os objetivos políticos escusos são sempre travestidos de "direitos do cidadão", "luta pela liberdade" ou qualquer outra baboseira que engana leitor de jornal e maconheiro de faculdade.
As preferências da sociedade brasileira, conservadora em sua esmagadora maioria, são fruto de desinformação e ele, iluminado que é - sorte nossa! -, sabe melhor do que todos o que é certo e o que é errado. Afinal, ele está lá para representar quem o elegeu ou a si mesmo?
É o típico pensamento revolucionário de esquerdista: "eu sei melhor que todo mundo o que deve ser feito". Aquela ideiazinha demente de que tudo que é novo e contrário ao tradicional é não apenas válido, mas um ideal a ser buscado custe o que custar.
O pior é que ainda tem nego que fala de "teoria conspiratória" quando se fala em marxismo cultural. Filhotes, se a vontade do povo é uma, por que o governo como um todo tem se empenhado tão fortemente em aprovar coisas como o aborto, o desarmamento da população, a exclusão do pensamento religioso e todo o resto da agenda marxista-gramsciana? Historicamente, o resultado dessas políticas sempre foi desastroso para os povos onde foram aplicadas (e eu tenho certeza de que sou mais bem informado quanto a isso do que o seu Wyllys), então não venha me dizer que visam o bem comum.
Ah, Brasil...
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Attention whores
Devido à quantidade lamentável de attention whores* que infestam o meio virtual - embora não se limitem a ele -, resolvi postar aqui um pequeno exercício que serve para todos e em qualquer atividade humana.
Começo falando do ambiente facebookiano, que é onde tais criaturas infelizes abundam. Sempre que sentir vontade de postar algo, seja o quer for, pergunte a si mesmo "qual meu objetivo com isso?", "que reações espero causar?", "por que quero isso?".
Em muitos casos, se postam coisas objetivando uma indireta de qualquer natureza a alguém, mas o que há por trás desse objetivo? É caridade, tentando dar um recado de forma sutil; ou é só uma expressão do recalque, inveja ou amargura dentro de si mesmo?
Noutras vezes, o que se vê são declarações forçadas e fajutas de felicidade, gente celebrando ser vítima de inveja por ter uma vida tão boa (coisa que, no fundo, nós sabemos - e quem posta também - é mentira), e esse tipo de fenômeno nos remete ao outro post que fiz aqui acerca da terceirização da auto-estima, "vou convencer os outros de que estou muito bem, assim também acreditarei nisso". (http://www.apedozelador.blogspot.com.br/2012/06/sobre-auto-estima.html)
Mas, como disse lá em cima, esse pequeno exercício de auto-análise não serve apenas pras redes sociais. Qualquer atitude que vá tomar, seja onde for, faça as perguntas a si mesmo. O que quer com aquilo? Que mensagem deseja passar? O que anseia alcançar? O objetivo dessa atitude vale mesmo a pena?
Pratique por algum tempo. O resultado é sempre o auto-aperfeiçoamento/conhecimento, a não ser que opte por mentir pra si mesmo. Aí só me resta mandá-lo tomar no cu.
Bom feriado ;)
* Pobres almas que se alimentam de atenção alheia. Seja se fazendo de vítima, supervalorizando os próprios problemas, tornando públicas desgraças pessoais, fazendo comentários depreciativos sobre si mesma para receber elogios, não importa, o que importa pra attention whore é ser notada.
Começo falando do ambiente facebookiano, que é onde tais criaturas infelizes abundam. Sempre que sentir vontade de postar algo, seja o quer for, pergunte a si mesmo "qual meu objetivo com isso?", "que reações espero causar?", "por que quero isso?".
Em muitos casos, se postam coisas objetivando uma indireta de qualquer natureza a alguém, mas o que há por trás desse objetivo? É caridade, tentando dar um recado de forma sutil; ou é só uma expressão do recalque, inveja ou amargura dentro de si mesmo?
Noutras vezes, o que se vê são declarações forçadas e fajutas de felicidade, gente celebrando ser vítima de inveja por ter uma vida tão boa (coisa que, no fundo, nós sabemos - e quem posta também - é mentira), e esse tipo de fenômeno nos remete ao outro post que fiz aqui acerca da terceirização da auto-estima, "vou convencer os outros de que estou muito bem, assim também acreditarei nisso". (http://www.apedozelador.blogspot.com.br/2012/06/sobre-auto-estima.html)
Mas, como disse lá em cima, esse pequeno exercício de auto-análise não serve apenas pras redes sociais. Qualquer atitude que vá tomar, seja onde for, faça as perguntas a si mesmo. O que quer com aquilo? Que mensagem deseja passar? O que anseia alcançar? O objetivo dessa atitude vale mesmo a pena?
Pratique por algum tempo. O resultado é sempre o auto-aperfeiçoamento/conhecimento, a não ser que opte por mentir pra si mesmo. Aí só me resta mandá-lo tomar no cu.
Bom feriado ;)
* Pobres almas que se alimentam de atenção alheia. Seja se fazendo de vítima, supervalorizando os próprios problemas, tornando públicas desgraças pessoais, fazendo comentários depreciativos sobre si mesma para receber elogios, não importa, o que importa pra attention whore é ser notada.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
O sentido do amor
"Amor é a única maneira de captar outro ser humano no íntimo da sua personalidade. Ninguém consegue ter consciência plena da essência última de outro ser humano sem amá-lo. Por seu amor a pessoa se torna capaz de ver os traços característicos e as feições essenciais de seu amado; mais ainda, ela vê o que está potencialmente contido nele, aquilo que ainda não está, mas deveria ser realizado. Além disso, através do seu amor a pessoa que ama capacita a pessoa amada a realizar estas potencialidades. Conscientizado-a do que ela pode ser e do que ela deveria vir a ser, aquele que ama faz com que estas potencialidades venham a se realizar." - Victor Frankl
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