sábado, 30 de junho de 2012

Voltando ao relativismo

Ninguém pode amar a Verdade se não odiar proporcionalmente a mentira. Ninguém pode amar o Bem se não odiar proporcionalmente o Mal. Essa definição deveria ser suficiente pra encerrar a discussão sobre relativismo, mas ainda tem gente que não entendeu. Expliquemos de forma gráfica:

Mal-------------------------------Relativismo-------------------------------Bem


Quanto mais próximo de uma extremidade, mais afastado da outra. Não é porque vosmecê faz boas ações de vez em quando ou simplesmente não comete crimes que vai compensar a gula desenfreada, as difamações, os excessos e idolatrias em geral. É como querer clarear a água enlameada despejando mais água. A lama continua lá.

De certa forma, considero o relativismo até pior do que o próprio mal (que é explícito), pois uma pessoa aparentemente boa pode se perder simplesmente por ser incapaz de abdicar dos próprios vícios, por achar "extremismo" ou "radicalismo" abrir mão deles. "Quero ser bom, mas não TÃO bom assim" costuma ser a deprimente justificativa. "É uma coisa boa, que me deixa feliz e satisfeito, como pode ser ruim?" também é proferida com certa frequência. E assim nascem os religiosos self-service e os ateus que fazem bondades por seguirem o tal "bom senso" (sobre o qual já falei aqui, lá no post sobre bússola moral).

É óbvio que é difícil se manter perpetuamente na extremidade direita do tosco gráfico acima, mas é uma luta constante de sacrifícios, caridade e aperfeiçoamento que nos mantém afastados do centro. Só que, além disso, é também uma escolha.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Breve citação sobre sinceridade

"Tem gente que pensa que ser sincero é dizer o que você pensa na hora. Dizer o que você pensa na hora é simplesmente desempenhar o papel que, naquele momento, você se atribui no seu teatro mental. Isso não é sinceridade. Sinceridade é você confrontar os seus vários pensamentos e emoções diferentes, toda sua tensão interior e você ter que arbitrar aquilo." - OdC

domingo, 24 de junho de 2012

Sobre a auto-estima

Tenho ouvido muita gente - em especial, gurias - falando em auto-estima nas últimas semanas e me dei conta de que as pessoas simplesmente não sabem do que estão falando. A grande maioria associa a auto-estima à aparência, mas isso não pode estar correto, pois, caso estivesse, feios, gordos, velhos e aleijados seriam todos tristes e suicidas.
Como o próprio nome sugere, a auto-estima se refere à forma como nos vemos e apreciamos, tendo, portanto, origem em nossa consciência e não na casca exterior.

Não vejo problema nenhum nas pessoas buscarem ter uma boa aparência, bem pelo contrário. Ninguém gosta de feiura. Mas o problema surge quando se investe no visual acreditando que aquilo lhe fará bem à auto-estima, quando isso é ilusório. Na verdade, ao tentar resolver seu problema dessa forma, o indivíduo acaba é se tornando escravo da opinião alheia, quando o que deseja mesmo é melhorar sua própria opinião sobre si mesmo. Ele busca agradar aos olhos alheios para que estes terceiros lhe demonstrem apreciação. Ou seja, convence os outros para que estes outros lhe convençam de que está bem e é digno de elogios. É uma terceirização da AUTO-estima.

Por isso, tenha em mente que não será com cirurgias, piercings, penteados, books fotográficos, tatuagens, modificações corporais em geral, etc, que passará a gostar mais de si mesmo. Todo corpo há de decair, enfeiar-se, ser um quadro vivo de suas vivências, e não há qualquer motivo para causar desagrado noutros ou em nós mesmos. Dê valor ao que tem valor e abandone a crença de que auto-estima se mede pelo número de ereções que causa pela rua.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Soneto do Estudante Sério

SONETO DO ESTUDANTE SÉRIO

 (Felipe Moura Brasil)

E agora que eu li tanto, tantas obras
 De autores tão malditos, quanto pude
 Receio não haver nem mesmo sobras
 Das minhas vis paixões de juventude.

Quão falso era meu mundo, e amiúde
 Com quanta prontidão lhe fiz as dobras
 Na ânsia de manter minha atitude
 Imune a todo tipo de manobras.

Fui tolo, como assim o é quem pensa
 Não ser manipulado pela imprensa
 Em todas as questões da vida humana.

Ninguém recebe alta desse hospício
 Sem auto-humilhação, sem sacrifício
 De sua cabecinha provinciana.

*****

Felipe Moura Brasil é autor do Blog do Pim e colaborador do site Mídia Sem Máscara.
 http://​felipemourabrasil.blogspot.com.​br/

A irracionalidade epistemológica dos ateus

Ouro puro.
http://www.youtube.com/watch?v=_9J-iJ1Bz0E


Assim que se faz

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/06/americano-que-bateu-ate-matar-em-estuprador-de-filha-nao-e-indiciado.html

Aí tu apoia um cara desses e te chamam de "radical de extrema direita nazista", mesmo que isso não faça sentido.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Limitações da Ciência

Quase sempre que vejo um ateu discutindo com um teísta percebo uma certa veneração cega à uma suposta autoridade da Ciência, como se a mesma fosse onipotente e onisciente, capaz de provar tudo e "o que ela não prova agora, provará amanhã". Assim sendo, achei interessante esse fragmento de debate:



Atkins: Você nega que a ciência possa explicar tudo?
Craig: Sim, eu nego!
Atkins: Então o que ela não pode explicar?
Craig: Já que você trouxe isto para o debate, eu tenho vários exemplos, várias coisas que não são cientificamente provadas, mas aceitamos racionalmente. Deixe-me listar cinco delas.

1- Verdade lógicas e matemáticas não podem ser provadas pela ciência. A ciência pressupõe a lógica e a matemática, assim tentar prová-las pela ciência seria argumentar em círculos.
2- Verdades metafísicas: existem outras mentes além da minha? O mundo externo é real? Se o passado não foi criado há cinco minutos aparentando ser mais velho... São crenças racionais que não podem ser provadas cientificamente.
3- Crenças éticas sobre opiniões de valor não podem ser avaliadas pelo método científico. Você não pode provar cientificamente que os nazistas fizeram algo maligno, comparando aos cientistas das democracias ocidentais.
5- E finalmente o mais notável... A PRÓPRIA CIÊNCIA. A ciência não pode ser justificada pelo método científico. A ciência é permeada de suposições que não podem ser provadas... Exemplo: a teoria geral da relatividade pressupõe que a velocidade da luz é uma constante entre quaisquer pontos A e B. Mas isso não pode ser estritamente provado. Simplesmente admitimos isto pra manter a teoria.

Nenhuma destas crenças pode ser cientificamente provada. Contudo, são aceitas por todos nós.

sábado, 16 de junho de 2012

I Coríntios, 13

"Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e dos anjos, se não tivesse amor, seria como sino ruidoso ou como címbalo estridente. Ainda que tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência; ainda que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse amor, nada seria. Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse amor, nada disso me adiantaria. O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência também desaparecerá. Pois o nosso conhecimento é limitado; limitada é também a nossa profecia. Mas, quando vier a perfeição, desaparecerá o que é limitado. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei adulto, deixei o que era próprio de criança. Agora vemos como em espelho e de maneira confusa; mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas depois conhecerei como sou conhecido. Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o amor."


Pra quem já está de saco cheio daquelas frases de recalque, de "eu sou poderosa", "salve os bichinhos porque eles nos amam", "não falem mal de mim" e qualquer bobice creditada a algum famoso. ISSO é sabedoria, seus bundeiros de Facebook.

Os 3 tipos de Revolucionários


Bobinhos - Ouviram dizer que ser revolucionário é legal e entraram na onda. Talvez se lembrem de terem ouvido falar num tal de Marx alguma vez na escola.

Abobados - Rebeldes sem causa, se dizem socialistas natos sem nunca terem lido Marx. Querem salvar o mundo usando camisa do Che Guevara, fazendo greve e fumando maconha.

Abobantes - São poucos, mas muito perigosos, pois conhecem toda a filosofia marxista e tem capacidade de influenciar a opinião da massa.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Asimov

‎"O anti-intelectualismo é uma constante em nossa vida cultural e política, nutrido pela falsa ideia de que democracia significa que minha ignorância vale tanto quanto seu conhecimento" - Isaac Asimov

terça-feira, 12 de junho de 2012

Faz parar! Faz parar!

http://www.ligadoemserie.com.br/2012/06/revista-epoca-afirma-que-a-dublagem-venceu-as-legendas/

Brasil, um país de burros.

Quando alguém me diz que prefere filme dublado pra não ter que ler, fico me perguntando quanto tempo até começarem a dublar canções estrangeiras "pra população poder entender", dizendo se tratar de uma ação de inclusão social (assim como aquela ideia demente de ensinar variações da língua portuguesa pras diferentes classes socio-culturais).

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Deicídio


Deicídio


Criança de inteligência rara, tornara-se um adulto ainda mais brilhante. Pessoa distinta, erudito nas artes humanas e conhecedor do desconhecido pela maioria. Era um ateu convicto, aquele homem, como poucos religiosos eram fanáticos. Ufano, menosprezava com furor os que o contradiziam e os esmagava com seu ceticismo e argumentação impecáveis. Era, definitivamente, um sujeito arrogante, invariavelmente teimoso e poucos toleravam sua presença, tamanha sua antipatia para com os “inferiores”, como gostava de tachar todo aquele que não o bajulava – coisa que ninguém fazia. Não foram poucas as suas discussões que terminaram em agressões verbais por parte dos adversários, tamanha sua sina de humilhá-los simplesmente porque podia. “Todos tolos, os que me contradizem, pois não percebem que não possuem minha grandeza intelectual, jamais poderão me contrariar!”, gabava-se sozinho, pois poucos ainda lhe davam ouvidos.
Travava com ainda mais desprezo os religiosos que, vez e outra, colocavam-se a pregar diante de sua morada. “Ah, mais um daqueles patéticos adoradores de espantalho! Pois, que querem, além de me aborrecer com as bazófias do tal de Jesus, que, de tão poderoso era, morreu em vão por gente como vocês?”, zombava, com fogo no olhar.

- Viemos falar sobre o Deus vivo que a Bíblia nos descreve. O senhor tem um minuto para nos ouvir?
- Eu teria um minuto se fosse para discutirmos algo relevante, mas não para ouvi-los, como matracas, repetirem o que esse livrinho velho e tolo diz! Acha que sou estúpido e não posso ler por mim mesmo? Não tenho tempo para papagaios! Ponham-se para fora daqui, antes que eu chame a carrocinha! – vociferou, batendo a porta atrás de si em seguida.

E lá se foram os religiosos, pasmos com a grosseria para a qual não estavam preparados e orando em silêncio por aquele homem que parecia não ter ouvidos para nada além do eco dos próprios pensamentos.
Num de seus constantes arroubos de egolatria, chegou à conclusão que lhe custou o pouco de sanidade que ainda restava: “Sou meu próprio deus,” – disse cheio de pompa. E, a partir dali, tornou-se ainda mais insuportável aos olhos e ouvidos alheios. Andava sempre de cabeça erguida, muitas vezes ignorando quem lhe dirigia a palavra, fazendo pouco caso de tudo e todos. “Sou importante demais pra dar atenção a estes tolos miseráveis, pois não percebem minha condição de ser divino! Sou meu próprio Deus, suficiente e necessário”, dizia a si mesmo em uma de suas conversas com o próprio ego.
Mas eis que caiu na própria armadilha, pois num breve momento de clareza lembrou-se de algo crucial: era ateu. “Que será de mim agora, se não existo? Sou o criador de tudo e todos, mas sou incapaz de habitar meu próprio reino. Estou preso em uma arapuca de minha própria criação, pois sou Deus e sou descrente”, argumentava em uma de suas discussões mais longas com um cachorro – único ouvinte que ainda o tolerava. E em sua própria contradição estava aprisionado, tentando, em vão, colocar os já distorcidos pensamentos em ordem. Tornou-se obcecado pela idéia e simplesmente esquecera de todo o resto. Deixou de cuidar de si mesmo, ficando logo sujo, desarrumado, praticamente um mendigo. Quem se importaria com ele, afinal? E quem se daria o trabalho de ajudar um homem daqueles, vítima do próprio egoísmo, que sempre tratou todos como se valessem menos que o chão onde pisava? Os poucos que não o odiavam, o temiam.
Assim sendo, passou seus últimos dias vagando sem rumo, trôpego, embriagado pela loucura que o dominara e tomado pelo desespero de não acreditar na própria existência. Pensava em suicídio, mas logo percebia que não poderia matar o imortal, muito menos destruir o que não existia. Estava de fato preso em um paradoxo e não havia escapatória de suas próprias certezas, pois era incapaz de admitir que estava errado, ainda mais agora que considerava-se divino.
Então definhou até seu derradeiro momento, jogado numa sarjeta qualquer, balbuciando palavras de um lunático megalomaníaco, engasgando-se na própria saliva. “E assim, acaba-se uma era. E assim, morre um deus. Nietzsche estava certo”, resmungou delirante, pouco antes de fechar os olhos úmidos e nunca mais abri-los.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Prefiro ficar por aqui

Me interessava a ideia de morar na Europa ou nos EUA. De uns tempos cá acabei desistindo. Nasci aqui, gosto daqui e lá longe não tem erva mate e nem bergamota.

Esse artigo só fortaleceu a vontade de ficar por aqui mesmo:

Coisas que o brasileiro médio não sabe

Algumas informações que a grande maioria desconhece ou voluntariamente ignora por motivos diversos:

- O comunismo matou, só no século passado, mais gente do que todas as guerras da humanidade. E matou principalmente em tempos de paz. Quem vota no PT ou qualquer outro partido vermelho é cúmplice moral de genocídio.

- Existe uma coisa chamada Foro de São Paulo, que é o encontro de diversos partidos e lideranças de esquerda da América Latrina, onde discutem a implantação do socialismo/comunismo em todo continente. Entre seus membros estão principalmente partidos comunistas e as FARC (sim, aqueles simpáticos rebeldes colombianos que sequestram, torturam, mutilam e matam em nome "da revolução").

- Lula assinou um manifesto de solidariedade integral às FARC na época em que era presidente do Foro. São elas que controlam o tráfico de drogas por essas bandas e tem neguinho que ainda não entendeu por que "a guerra contra o tráfico fracassou".

- Se as drogas fossem legalizadas o tráfico não perderia força, ao contrário do que a maconheirada defende. Cigarro não é proibido e vivem contrabandeando assim mesmo. Além do mais, com a legalização, aqueles que já dominam a produção vão continuar tendo o controle, sendo promovidos de bandidos assassinos a empresários milionários.

- Cuba tinha uma relação muito próspera com os EUA. Quando Fidel e Guevara tomaram o poder, passaram a ser bancados pela União Soviética e mesmo assim conseguiram arruinar o país e sua economia.

- Von Misses, o grande economista, já explicou por A+B por que o socialismo é inviável. Insistir nessa tecla por acreditar em igualdade imposta é romantismo barato, pra não dizer retardo mental.

- As Cruzadas, tão criticadas, foram uma resposta com 400 anos de atraso aos constantes ataques e saques de muçulmanos à costa européia.

- Séculos antes do primeiro europeu comprar ou vender um escravo negro, muçulmanos árabes e africanos já praticavam esse tipo de comércio há muito tempo. Inclusive, os próprios africanos prendiam uns aos outros para vender. Logo, culpar os brancos europeus pela escravidão é muita desonestidade intelectual ou pura ignorância.

- A Igreja Católica, tão malvada e criticada, foi a responsável pela criação dos hospitais, maternidades, orfanatos, escolas e universidades. Foi graças à ela que os escravos passaram a ser servos, tendo direito à propriedade, família e bens.

- Galileu não foi perseguido pela Igreja. Quando apresentou o heliocentrismo em detrimento do geocentrismo foi contestado por seus colegas, que eram padres. Foi criticado por motivos acadêmicos, não religiosos. Ele mesmo era católico praticante.

- Ao contrário da crença popular, os índios americanos não foram massacrados pelos europeus. Eles mesmos viviam se matando, pois consideravam outras tribos como sendo inferiores, indignas de viver. Os descobridores da América chegaram aqui doentes, subnutridos e com a pólvora úmida. É muita inocência achar que seriam capazes de matar milhões de índios nessas condições.



Esse post terá continuação. Aguardem ;)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Direto do Fêici

Resumo do post onde postei o comentário do Olavo sobre opiniões:

Essa lenga-lenga irritante de "cada um tem a sua opinião" é só uma desculpa furada pra continuar sendo ignorante, sem falar da desprezível pretensão de tentar nivelar um conceito atingido através de estudo e um palpite furado baseado em achismos e discursos da TV.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sobre bullying

Outro artigo interessante que chegou a mim hoje.

http://mises.org.br/Article.aspx?id=1326


E segue a cruzada marxista pra criminalizar educadores, glorificar perdedores e bandidinhos... Impressionante os esforços dessa gente em transformar todos num bando de frouxos efeminados e chorões.

sábado, 2 de junho de 2012

Sobre amor

"Se o Amor fosse algo que "simplesmente acontece", como gostam de dizer por aí, não haveria razão lógica para existir uma promessa de Amor até que a morte intervenha. O Amor não é uma atração, não é um impulso. O Amor é uma decisão. Quando essa decisão é tomada, DEVE-SE viver por ela. Se não existe a real decisão de entregar a própria vida, não existe amor e não existe qualquer motivo para declarar a existência do Amor." - Doutor Jorge Henrique dos Santos

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O mau uso da palavra "homofobia"

Eu ia escrever aqui o quão mal usada é a palavra "homofobia", mas encontrei um artigo do Olavo de Carvalho que expressa mais ou menos o que eu queria dizer. Assim sendo, apelo pro copiar/colar:

Metáfora punitiva
Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial) , 23 de maio de 2007

O dicionário Longman's, um dos mais atualizados da língua inglesa, define “homofobia” como “medo e ódio aos homossexuais”. O termo foi introduzido no vocabulário do ativismo gay pelo psiquiatra George Weinberg, no livro Society and the Healthy Homosexual (New York, St, Martin's Press, 1972) para designar o complexo emocional que, no seu entender, seria a causa da violência criminosa contra homossexuais.
Até hoje os apologistas do movimento gay não entraram num acordo sobre se existe ou não a homofobia como entidade clínica, comprovada experimentalmente. Uns dizem que sim, outros que não.
O que é absolutamente impossível provar, por meios experimentais ou por quaisquer outros, é que toda e qualquer rejeição à conduta homossexual seja, na sua origem e nas suas intenções profundas, substancialmente idêntica ao impulso assassino voltado contra homossexuais.
No entanto, é precisamente isso o que o termo significa quando aplicado ao Papa, ao deputado Clodovil Hernandez ou a qualquer outro cidadão de bem, hetero ou homo, que sem nem pensar em agredir um homossexual se limite a expressar educadamente suas reservas, já não digo nem quanto ao homossexualismo em si, mas simplesmente quanto às pretensões legiferantes do movimento gay . Em seu livro A History of Homophobia , que pode ser lido na internet , o ensaísta Rictor Norton, um apologista da homossexualidade, é bem franco sob esse aspecto: “Com muita freqüência, a palavra ‘homofobia' é apenas uma metáfora política usada para punir.”
“Homofóbico” é termo que só pode ser usado de maneira descritiva e neutra quando referido estritamente aos criminosos que o dr. Weinberg tinha em vista ao cunhar a expressão. Aplicado a quaisquer outras pessoas, é propositadamente pejorativo e insultuoso. Foi calculado para ferir, humilhar, rebaixar, intimidar – e, pior ainda, para fazer tudo isso com base na inflação metafórica de um termo médico que nem mesmo na sua acepção originária correspondia a uma realidade comprovada. Não é só um insulto. É um insulto e uma fraude. Mas, uma vez que o uso repetido tenha dessensibilizado o público de modo a que ele não perceba a fraude, passa-se à etapa seguinte do embuste: associada a mera expressão racional de opiniões a uma conduta psicopática e assassina, trasmuta-se o sentido metafórico em sentido literal, e a suposição insultuosa se torna prova do crime: toda e qualquer objeção às exigências do movimento gay será punida com pena de prisão.
A gravidade do insulto, em si, é monstruosa, e qualquer pessoa que o sofra pode e deve processar criminalmente o atacante antes que este, usando seu próprio crime como prova contra a vítima, a processe por “homofobia”. Toda e qualquer acusação de “homofobia”, se não dirigida a autor comprovado de crime violento contra homossexuais, é crime de injúria, difamação e calúnia, acrescido do uso fraudulento da justiça como instrumento de perseguição política.
Se as vítimas dessa fraude não reagirem contra ela, acabarão indo para a cadeia por motivos metafóricos.




Pra concluir, gostaria de fazer um adendo ao artigo do Olavo. No post onde falei sobre leis especiais para gays, comentei que entre os 50 mil homicídios que ocorrem no Brasil por ano, menos de 0,4% são de homossexuais. Cadê a tal "onda de violência contra os gays"? Acorda, Brasil. Tá cheio de otário bancando o justiceiro esclarecido, mas que no fundo não passa de mais um idiota útil (como diria Lênin).