Ninguém pode amar a Verdade se não odiar proporcionalmente a mentira. Ninguém pode amar o Bem se não odiar proporcionalmente o Mal. Essa definição deveria ser suficiente pra encerrar a discussão sobre relativismo, mas ainda tem gente que não entendeu. Expliquemos de forma gráfica:
Mal-------------------------------Relativismo-------------------------------Bem
Quanto mais próximo de uma extremidade, mais afastado da outra. Não é porque vosmecê faz boas ações de vez em quando ou simplesmente não comete crimes que vai compensar a gula desenfreada, as difamações, os excessos e idolatrias em geral. É como querer clarear a água enlameada despejando mais água. A lama continua lá.
De certa forma, considero o relativismo até pior do que o próprio mal (que é explícito), pois uma pessoa aparentemente boa pode se perder simplesmente por ser incapaz de abdicar dos próprios vícios, por achar "extremismo" ou "radicalismo" abrir mão deles. "Quero ser bom, mas não TÃO bom assim" costuma ser a deprimente justificativa. "É uma coisa boa, que me deixa feliz e satisfeito, como pode ser ruim?" também é proferida com certa frequência. E assim nascem os religiosos self-service e os ateus que fazem bondades por seguirem o tal "bom senso" (sobre o qual já falei aqui, lá no post sobre bússola moral).
É óbvio que é difícil se manter perpetuamente na extremidade direita do tosco gráfico acima, mas é uma luta constante de sacrifícios, caridade e aperfeiçoamento que nos mantém afastados do centro. Só que, além disso, é também uma escolha.
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