Tenho ouvido muita gente - em especial, gurias - falando em auto-estima nas últimas semanas e me dei conta de que as pessoas simplesmente não sabem do que estão falando. A grande maioria associa a auto-estima à aparência, mas isso não pode estar correto, pois, caso estivesse, feios, gordos, velhos e aleijados seriam todos tristes e suicidas.
Como o próprio nome sugere, a auto-estima se refere à forma como nos vemos e apreciamos, tendo, portanto, origem em nossa consciência e não na casca exterior.
Não vejo problema nenhum nas pessoas buscarem ter uma boa aparência, bem pelo contrário. Ninguém gosta de feiura. Mas o problema surge quando se investe no visual acreditando que aquilo lhe fará bem à auto-estima, quando isso é ilusório. Na verdade, ao tentar resolver seu problema dessa forma, o indivíduo acaba é se tornando escravo da opinião alheia, quando o que deseja mesmo é melhorar sua própria opinião sobre si mesmo. Ele busca agradar aos olhos alheios para que estes terceiros lhe demonstrem apreciação. Ou seja, convence os outros para que estes outros lhe convençam de que está bem e é digno de elogios. É uma terceirização da AUTO-estima.
Por isso, tenha em mente que não será com cirurgias, piercings, penteados, books fotográficos, tatuagens, modificações corporais em geral, etc, que passará a gostar mais de si mesmo. Todo corpo há de decair, enfeiar-se, ser um quadro vivo de suas vivências, e não há qualquer motivo para causar desagrado noutros ou em nós mesmos. Dê valor ao que tem valor e abandone a crença de que auto-estima se mede pelo número de ereções que causa pela rua.
Um comentário:
É, o exterior tem que partir de uma experiência INTERIOR. A atitude interior é que fará a consequência no EXTERIOR. Quando é o contrário, é problema.
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