terça-feira, 13 de novembro de 2012

A preguiça mental esquerdista

Observando postagens de alguns conhecidos meus que, sabendo ou não, são esquerdistas, notei algo que só pode ser chamado de preguiça mental, pra não dizer burrice pura e simples ou malcaratismo.

É o seguinte... Quando me perguntam, por exemplo, por que sou contra o "casamento" gay, explico com argumentos lógicos e claros, apresento dados e fatos históricos mostrando por que aquilo é inviável e como o objetivo dessa medida nunca foi ajudar ou proteger grupo nenhum, me abstendo de expor qualquer impressão baseada em emoções. Por outro lado, quando se aborda o assunto com essa gentalha, o que se vê é sempre a mesma reação histérica e raivosa, o griteiro de "é um direito deles!", "se você é contra é porque é homofóbico e odeia os gays", e assim por diante. Não querem te entender, querem apenas te calar, te soterrar sob acusações infundadas que só fazem sentido naquelas cabecinhas doentes, querem repetir o discurso que ouviram por aí e que está de acordo com o politicamente correto, não com a Verdade. Pra essa malta de beócios, o único motivo pra alguém ser contra cotas raciais é porque é racista, quem é contra casamento gay é homofóbico, quem é contra distribuição forçada de renda é capitalista malvado e egoísta, quem é contra o aborto e defende a vida do inocente é fanático religioso maluco e por aí vai.

O mesmo acontece quando se discute qualquer coisa que tenha origem na engenharia social. A maioria desses esquerdistas nunca sequer ouviu falar de Marcuse, Gramsci, George Soros, Grupo Bilderberg, Rockefeller, Nova Ordem Mundial, Fraternidade Islâmica ou marxismo cultural e nem querem, porque quem fala sobre o assunto é teórico da conspiração, é maluco radical ultra-conservador de extrema direita querendo preservar seu status de opressor sobre as minorias coitadinhas.

O que acontece é o oposto: eles dão força aos grupos opressores ao combaterem justamente os reacionários que lutam pra preservar a liberdade. A caterva de "idiotas úteis" é sempre favorável a qualquer coisa que seja tachada de "direito", sem perceber que quando se cria um direito artificial automaticamente se atribui uma nova responsabilidade ao Estado, aumentando seu poder sobre os indivíduos, além de impor novas obrigações aos que não usufruem de tais benefícios.

Enquanto escrevia isso aqui, fiquei um tempo pensando nos comentários brilhantes que já ouvi dessa gente. Reparem:

Fome Zero e políticas assistencialistas - "ajuda os pobres", não importando que isso saia do nosso bolso, não haja fiscalização eficiente e sirva como compra de votos. O mais engraçado é que os mesmos defensores dessas políticas ficam putinhos toda vez que é anunciado algum novo imposto. Filhotes, vocês acham que bolsa-esmola vem de onde, porra?

Aborto - "é um direito da mulher, é o corpo dela", mesmo que o feto NÃO SEJA o corpo dela. Chegamos no ponto onde dar indiscriminadamente é mais valioso que a vida humana.

Pena de morte para crimes hediondos - "não, porque só ladrão de galinha seria executado". Preciso mesmo explicar a incongruência que existe entre "crimes hediondos" e "ladrão de galinha"? Incrível como gostam de defender bandido.

Porte de arma - "não, pois armas aumentam a violência", como se tirar o direito à própria defesa (e isso sim é um direito legítimo) fosse reduzir a agressão por parte dos criminosos.

E assim por diante... E o que mais dói é que quem profere esses palpites normalmente só lê jornal (e olhe lá), meia dúzia de bobagenzinhas na internet e tem certeza de que está muito bem informado. Já presenciei alguns bons casos onde mesmo provando a um desses fulanos que ele estava errado, bateu o pé. Um dos exemplos mais comuns é quando se fala do seu Lula. "Ah, mas ele ajudou tanta gente" e repetem toda a papagaiada midiática em cima de ações populistas do dito cujo, não dando a menor importância pro fato dele ter ligação DECLARADA com as FARC. O mesmo acontece com o Obama, que é exaltado por razões que simplesmente desconheço. Não tem problema que ele tenha dado a si mesmo o direito de mandar prender e manter recluso quem ele quiser, por tempo indeterminado e sem justificativa alguma. Não tem a menor importância que ele tenha apresentado documentos falsos e gasto milhões pra esconder seu passado. É completamente indiferente que sua carreira acadêmica tenha sido financiada por um príncipe saudita, entre outras coisinhas que a Globo, a Zero Hora e o Pioneiro NÃO VÃO te falar. O que importa mesmo é que ele é o primeiro presidente negro, tira foto cumprimentando o povão e libera geral pros imigrantes ilegais.

Fica a súplica: vai estudar, vagabundo, antes de abrir essa latrina pra emitir "opiniões". Lembrando que "estudar" não é ler artiguinho da Wikipedia pra posar de doutor depois. E, claro, seja sempre sincero nos estudos. Não adianta ler só aquilo que nos agrada, coisas com as quais concordamos e que repetem exatamente o que queremos ouvir. Isso não é estudo, é PUNHETA.

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