quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Sobre tributação
"Pode um imposto sobre as pessoas trazer prosperidade a elas mesmas?
Pode um homem, em pé dentro de um balde, se erguer sozinho pela alça?"
- Sir Winston Churchill
Uma vez me perguntaram o motivo de ser contra bolsas-esmola e similares. Não sou especialista em economia e nunca fui grande aluno de matemática, mas me parece bem óbvio o seguinte (se estiver errado, alguém faça o favor de me corrigir):
Digamos que uma família receba um benefício do governo de 100 reais mensais e gaste tudo em alimentação. Não sei a quantas anda a tributação, mas suponhamos que, do valor dos alimentos, uns 20% sejam só imposto (deve ser mais). Logo, daqueles 100 reais que a família recebeu do governo, 20 vão voltar a ele em forma de arrecadação.
Não seria muito mais prático e eficaz simplesmente reduzir a tributação, elevando o poder aquisitivo dessa família e de todos os outros cidadãos, aumentando a procura por produtos e serviços, obrigando as empresas a produzirem mais, gerando mais empregos, fazendo as engrenagens da economia girarem?
Óbvio que não é tão simples quanto está exposto aqui, mas realmente não vejo como tributação e "distribuição de renda" forçada possam melhorar as condições de um país. Ou alguém vai me dizer que as economias cubana, venezuelana ou brasileira estão melhores que a norte-americana?
"Não se aumenta as riquezas dividindo-as."
Isso me lembrou os tempos em que trabalhava numa escola de inglês. Foi quando estendi de fato a diferença entre país liberal e país socialista. Durante cerca de um ano ou dois, trabalhei como cooperativado, recebendo em torno de 15 reais/hora. Não recebia nenhum benefício, apenas o salário, mas conseguia guardar dinheiro todos os meses e assim comprei um computador em poucos meses, uma geladeira, entre outras coisinhas.
Tempos depois fomos efetivados, passamos a ter carteira assinada e direito aos famigerados benefícios, mas meus ganhos caíram pra ridículos 8,60/hora. Nos prometeram plano de saúde, o qual rejeitei, pois reduziria meu já parco salário em uns 10%. Quando saí da escola, recebi o que poderia ter ganho durante aquele tempo em que estava empregado.
O primeiro caso se assemelha ao país liberal, ao passo em que o segundo se refere ao socialista. No primeiro, eu não tinha garantias e nem rabo preso com ninguém, ganhava razoavelmente bem e, caso precisasse de médicos ou outros serviços do tipo, tinha condições de sobra pra pagar do meu próprio bolso. No segundo, me prometiam mundos e fundos e falavam em estabilidade, quando, na prática, o que eu via era meu empobrecimento, redução significativa do meu poder aquisitivo e uma sensação de dependência que antes não existia.
Por isso que vivo dizendo e repetindo: o Estado não é tua mãe, seu frouxo. O quanto menos ele interferir, melhor. Tenho a História pra comprovar minhas palavras. E vocês, socialistas, têm o que, além de sonhos, utopias e promessas de ditadorezinhos populistas de merda?
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