terça-feira, 8 de maio de 2012

Olavo falando dos fofoqueiros de internet


Lembrei de um artigo que li certa feita que falava que as redes sociais criaram uma geração de gente carente por feedback. E é. Quanta bobagem se vê no tal Facebook ou nos Twitters da vida. Aqueles comentários idiotas feitos com o intuito de que alguém pergunte o que houve e assim possam contar suas tragédias pessoais dignas de novela mexicana, que, no fundo, nada mais são do que simples e comuns problemas rotineiros.

Saudades dos tempos em que as pessoas se encontravam pra conversar nas varandas, nas praças, nos bares. Bebia-se chimarrão ou cerveja, hoje se dá um "curtir". Naquela época, cada um sabia bem quantos amigos tinha. Pergunta isso pra alguém hoje em dia e neguinho vai ver quantos tem adicionado no Fêici.

Isso sem falar dos posts-punheta, onde as figuras se auto-promovem de qualquer jeito, seja com foto de muque, de decote, fazendo biquinho (argh, os biquinhos!), comentando algum feito que, na cabeça dele, é digno de glória, etc.

O bom, velho e sábio "diga-me com quem andas e te direi quem és" pode ser modernizado e virar "diga-me o que postas e te direi quem és". Ou ainda "diga-me o que postas e te direi o quão imbecil és".

Enquanto redigia isso aqui, lembrei dos tempos em que dava aula de inglês numa escola e, em determinado momento, havia a pergunta "qual a maior e mais importante invenção humana?". Me doía nas tripas ouvir a gurizada respondendo "o celular", "a câmera digital" e outras merdas do tipo. É a mesma geração que não sabe (e é sério: eles não sabiam) que existe uma biblioteca pública na cidade, pois hoje se faz trabalho escolar na base do copiar/colar. Livro? Só Harry Potter. Ou Crepúsculo, no caso das gurias e dos afeminados.

É de cair os butiá dos bolso!

Um comentário:

Jorge Henrique disse...

Esse vídeo do Olavo é tão foda que nem tem cabimento. E não é nem pelo que os bundões acham. É vídeo de CONVERSÃO.