Lembrei de um artigo que li certa feita que falava que as redes sociais criaram uma geração de gente carente por feedback. E é. Quanta bobagem se vê no tal Facebook ou nos Twitters da vida. Aqueles comentários idiotas feitos com o intuito de que alguém pergunte o que houve e assim possam contar suas tragédias pessoais dignas de novela mexicana, que, no fundo, nada mais são do que simples e comuns problemas rotineiros.
Saudades dos tempos em que as pessoas se encontravam pra conversar nas varandas, nas praças, nos bares. Bebia-se chimarrão ou cerveja, hoje se dá um "curtir". Naquela época, cada um sabia bem quantos amigos tinha. Pergunta isso pra alguém hoje em dia e neguinho vai ver quantos tem adicionado no Fêici.
Isso sem falar dos posts-punheta, onde as figuras se auto-promovem de qualquer jeito, seja com foto de muque, de decote, fazendo biquinho (argh, os biquinhos!), comentando algum feito que, na cabeça dele, é digno de glória, etc.
O bom, velho e sábio "diga-me com quem andas e te direi quem és" pode ser modernizado e virar "diga-me o que postas e te direi quem és". Ou ainda "diga-me o que postas e te direi o quão imbecil és".
Enquanto redigia isso aqui, lembrei dos tempos em que dava aula de inglês numa escola e, em determinado momento, havia a pergunta "qual a maior e mais importante invenção humana?". Me doía nas tripas ouvir a gurizada respondendo "o celular", "a câmera digital" e outras merdas do tipo. É a mesma geração que não sabe (e é sério: eles não sabiam) que existe uma biblioteca pública na cidade, pois hoje se faz trabalho escolar na base do copiar/colar. Livro? Só Harry Potter. Ou Crepúsculo, no caso das gurias e dos afeminados.
É de cair os butiá dos bolso!
Um comentário:
Esse vídeo do Olavo é tão foda que nem tem cabimento. E não é nem pelo que os bundões acham. É vídeo de CONVERSÃO.
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