quinta-feira, 3 de maio de 2012

Do Relativismo

De todos os inimigos do real aprendizado, talvez o pior seja o tal relativismo. De tempo em tempo, me vem alguém com aquela ladainha de "ah, mas depende do ponto de vista, é tudo relativo, não existe verdade objetiva e blablablá".

Meu filho, de qual ponto de vista 2+2 não é 4? De qual ponto de vista cruzar pato com pato faz nascer macaco? Existem inúmeros fatos que não podemos negar e duas coisas verdadeiras jamais poderão ser contraditórias. Estes são traços da Verdade. Entender isso não é questão de opinião, mas um simples exercício de lógica. Óbvio que ninguém será capaz de captar toda a Verdade, mas ao nos comprometermos com sua busca e estudo estaremos invariavelmente num caminho virtuoso.

Evidentemente, há aqueles que preferem o confortável caminho do relativismo, que nada mais é do que uma falsa e cômoda defesa pra quem não quer abrir mão de seus vícios ou admitir os próprios erros. Ninguém disse que o caminho da virtude era fácil.

Mas e que problemas o tal relativismo pode trazer? Além do óbvio atraso no aprendizado do que é verdadeiro, ele pode ser usado pra justificar todo e qualquer absurdo. Marquês de Sade fez muito disso em seu livro Justine, onde o homicídio, o adultério, o roubo, o estupro, entre outros crimes são justificados de forma lógica por seus autores, mas sem qualquer comprometimento com a Verdade. Hoje em dia, os relativistas utilizam seus sofismas (sofisma é um raciocínio lógico que induz ao erro) pra nos brindar com a defesa do aborto, cotas racistas, legalização de drogas pesadas, entre outras maravilhas. Coisas que não deveriam nem ser consideradas, tamanha a absurdidade que representam, mas que podem ser facilmente defendidas e até exaltadas como coisas boas quando encobertas por raciocínios maliciosos e apelo ao egoísmo de cada um.

Podem espernear, fazer fiasquinho, roer o pé da mesa, mas nada vai mudar o fato de que a Verdade é uma só. É opção de cada um buscá-la ou viver na mediocridade.

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