sexta-feira, 11 de maio de 2012

Um pequeno exercício


Estava indo dormir quando me lembrei de um pequeno exercício que gosto de fazer quando pessoas entram ou saem da minha vida. É útil pra percebermos se o convívio vale a pena, se nos agrega algo e, quando a pessoa sai, é bom pra sabermos se fará falta ou não e se essa saída é um mal ou um bem.

Consiste simplesmente em tentar fazer um elogio sincero à pessoa. Ela é inteligente? É interessante? Consigo passar horas conversando com ela? É honesta? Trabalhadora? Culta? Talentosa? Criativa? Tem bom gosto? É virtuosa? Preocupa-se com valores ou só banalidades? É responsável? Madura? Tem boas histórias pra contar? Tem alguma habilidade diferente? É prestativa? Gosta de aprender? É bondosa? Enfim, qualquer coisa relevante.

Faço isso com certa freqüência e, infelizmente, percebo que muitas vezes não consigo tecer elogio algum, por mais que tente. Quando se trata de alguém que entrou em minha vida recentemente, reflito pra ver se tenho como ajudar de alguma forma. Em caso negativo, simplesmente me afasto e evito contato, pois alguém tão desprovido de qualidades tende a ser mau e acaba por corromper aqueles que o cercam. Inclusive, gente assim costuma reagir com certa agressividade quando alguém tenta ajudar.

Quando se trata de alguém que saiu de minha vida, sinto apenas alívio e me limito a rezar pela pessoa, pois um indivíduo sem qualidades e virtudes latentes que rejeita ajuda dificilmente mudará sozinho e não cabe a mim realizar milagres.

Algumas vezes acabo me surpreendendo com essas análises, pois descubro que alguém que considerava irrelevante é uma excelente pessoa, ao passo que outros, aparentemente bons, divertidos, badalados, queridos, se revelam completos imbecis.

Claro que ninguém há de ser completamente mau, mas se é difícil tecer um comentário positivo em menos de 30 segundos, está na hora de reconsiderar o convívio. Será que vale a pena perder tempo com o que não tem conserto?

Experimente e tenha uma boa sexta-feira ;)

3 comentários:

Thaizi Aguilar disse...

Sempre achei que suas melhores qualidades são o bom senso e a coragem de falar o que pensa.

Marcell Schröer disse...

Ah, eu sou bonitinho também ;)

Thaizi Aguilar disse...

Como dizia um ex-veado, amigo meu: "O importante é acreditar!"