segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Linguagem visual

Os homens conseguem, através da visão, detectar sinais de agressividade com certa facilidade, ao contrário das mulheres, que conseguem detectar melhor nuances de alegria e tristeza. É algo cientificamente comprovado e até bem lógico, levando em conta as funções naturais de cada um. Mas a linguagem visual não se limita a isso, vai muito além.

Faça a pergunta a si mesmo: que mensagem sua aparência passa aos demais? Pergunto isso porque é de uma tolice extrema quando um sujeito que se veste como bandido reclama quando o confundem com um. Ou quando uma mulher que se veste tal qual uma meretriz e acaba sendo tratada como uma acha isso tudo um absurdo. Ou quando um homem vestido de mulher é vítima de olhares perplexos e se queixa de discriminação.

É nossa reação natural ao que é aberrante, fora do comum ou que fere nossos padrões estéticos/morais. E, considerando que a aparência é a forma como nos apresentamos ao mundo, que mensagem exatamente alguém de visual grotesco, chocante, anormal e/ou estranho deseja passar? O que leva o indivíduo a buscar essa "originalidade"? Já ouvi mais de uma vez a justificativa de que a pessoa em questão "não quer ser como os outros"... Mas qual o problema nisso, afinal? E que desejo por destaque mais furado é esse que se limita à aparência, nunca à produção intelectual, artística, esportiva, etc? Não seria simplesmente a forma mais fácil, rápida e menos trabalhosa de conquistar atenção? Assim sendo, aquela ideia de que alguém diferente é seguro de si cai por terra, pois se evidencia justamente o oposto.

Isso explica, por exemplo, por que adolescentes, cujo cérebro é bastante confuso, buscam tanto as tais "tribos urbanas", grupinhos onde todo mundo é igual porque querem ser diferentes. Ou as mulheres (e homens também) que investem pesado na própria imagem, seja ela qual for, mas de cuja boca não sai nada mais relevante do que um balbuciado "dã".

Fica a dica: vão estudar, seus vagabundos.

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