domingo, 29 de julho de 2012

Por onde anda a alma inquieta do poeta






"Por onde anda a alma inquieta do poeta? 
Que nos deixou, cantando versos de saudade... 
Talvez buscando um rumo nas estradas que criou 
ou procurando algum amor da mocidade. 

A sombra grande dos teus versos ainda vejo 
pousada mansa, nos meus livros da estante 
ao mesmo tempo que eu a tenho assim nas mãos 
abrem suas asas, pra voarem tão distante. 

Só quem já teve madrugadas pela cara 
dessas que os galos acordavam no cantar 
sabe que a alma de um poeta tem estrelas 
e versos claros que por si sabem falar. 

Por onde anda a alma inquieta do poeta 
que cantou versos pra saudade dos amigos? 
Talvez andeje pelo céu que ela merece 
e eu bem queria que ela andasse aqui comigo. 

Quem sabe ande numa tropa estrada a fora 
ou ronde mansa algum silêncio de tapera... 
Quem sabe ande pela tinta das canetas 
que esboçam versos, pela angustia de uma espera. 

É um desafio trazer meu canto assim pequeno 
(sombra miúda, ante as frondes que expande) 
E que tua "luz" além da herança, nos deixou 
uma estrelita, junto ao céu deste Rio Grande."

 - Gujo Teixeira

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